Um dos objetivos é que “a cidade seja um exemplo em recuperação de perdas de água”, revelou Jorge Sequeira

A Câmara Municipal de S. João da Madeira pretende melhorar a gestão da eficiência da água através da melhoria dos sistemas de controlo e gestão da rede e das suas condições operacionais e de funcionamento.

A candidatura aprovada pelo POSEUR (Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) vai ao encontro do objetivo de reduzir o número de perdas de água existentes. Apesar deste número ter vindo a diminuir, “ambicionamos atingir um número bastante inferior porque achamos que é exequível”, assumiu Daniel Matias, diretor-geral da empresa municipal Águas de S. João, depois da apresentação desta candidatura aos jornalistas, revelando o número de perdas dos últimos quatro anos. S. João da Madeira registou 23,20% de perdas de água em 2017, 27% em 2018, um número muito superior ao do ano anterior devido ao facto de não ter sido detetada uma fuga existente há quatro meses, 20% em 2019 e 19,02 em maio de 2020.

O presidente da câmara, Jorge Sequeira, reforçou a ideia de que “temos um nível de perda de água que deve ser reduzido gradualmente” porque este é “um problema de natureza ambiental e financeiro”. Por um lado, a água é “um recurso escasso que será cada vez mais escasso no futuro”. Por outro, “não somos ressarcidos dessa água que pagamos”. O objetivo é que “a cidade seja um exemplo em recuperação de perdas de água”, revelou Jorge Sequeira.

O plano de redução de perdas de água está dividido em três fases: substituir Redes de Abastecimento de Água com desempenho ineficiente; construir caixas para Alojamento de Válvulas Redutoras de Pressão (VRP); e aquisição e instalação de equipamentos e programas de gestão operacional e a Telegestão.

Na primeira fase foram identificadas as zonas da Avenida do Brasil, de Santo Estevão e do Parque de Nossa Senhora dos Milagres como aquelas que têm níveis de perda de água mais graves. A substituição destas redes representa um investimento estimado de 236.210 euros e está previsto ser realizada ao longo de 10 meses.Numa segunda fase vão ser comprados equipamentos que permitirão uma maior eficiência na gestão da água como VRP´s, caudalímetros eletromagnéticos e equipamentos de pesquisa ativa de fugas. Estes equipamentos representam um investimento de 193.300 euros. Por último vão ser adquiridos Sistemas e Software Informático com maior produtividade e menor tempo de resposta no valor de 127.100 euros. Este é um investimento total de 556.610 mil euros cuja contribuição do Fundo de Coesão é de 169.562 euros.

Obras vão ter “cuidado especial” para criar o “mínimo de inconveniente” e investimento não se vai refletir na fatura dos sanjoanenses

Neste momento está já executada a componente correspondente ao Sistema de Supervisão que permite identificar mais rapidamente as fugas de água e em fase final de preparação os procedimentos dos concursos públicos para a obra de substituição das redes, fornecimento e instalação de VRP’s, fornecimento de Sistema de Gestão Operacional e de Equipamentos de Monitorização e Pesquisa Ativa de Fugas, cujo lançamento será formalizado ainda este mês. A previsão é de que a execução fique concluída em julho de 2021.

Em relação a esta intervenção, “vamos ter um cuidado especial na forma como vão decorrer as obras para que haja o mínimo de inconveniente”, assegurou Daniel Matias, garantindo ainda, juntamente com Jorge Sequeira, que esta intervenção não vai ter qualquer tipo de reflexão na fatura dos sanjoanenses.

O labor tentou saber quantas fugas foram detetadas pela empresa municipal desde 2017 e qual a estimativa do custo de reparação das mesmas, mas estes foram dados que Jorge Sequeira e Daniel Matias não conseguiram fornecer no momento de apresentação da candidatura.

 

Substituição das redes de abastecimento:

  • Zona da Avenida do Brasil – substituição de 2.170 metros de conduta, remodelação de 90 ramais e instalação de 14 marcos de incêndio em substituição da rede de combate a incêndios existente. Esta zona está subdividida em duas zonas de intervenção pois são abastecidas por reservatórios distintos.
  • Zona de Santo Estevão – substituição de 562 metros de conduta, remodelação de 27 ramais e instalação de quatro marcos de incêndio em substituição da rede de combate a incêndios existente.
  • Zona do Parque N. Sr.ª dos Milagres – substituição de 1.890 metros de conduta, remodelação de 15 ramais e instalação de seis marcos de incêndio em substituição da rede de combate a incêndios existente

 

Presidente apela à adesão à fatura eletrónica

Numa altura em que as pessoas devem reduzir a sua deslocação presencial ao maior número de espaços possíveis, devido à pandemia de Covid-19, o presidente da câmara, Jorge Sequeira, apelou “à adesão à fatura eletrónica” da água por parte dos sanjoanenses. Até ao momento “22% dos clientes” já aderiram aos métodos de pagamento digitais em S. João da Madeira.

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