Da Comissão Europeia

A ideia, segundo comunicado remetido à nossa redação pela câmara, é aproveitar os resíduos da indústria da chapelaria para o desenvolvimento de novos materiais e produtos de valor acrescentado, com aplicação em diferentes mercados.  “Felt the Future” é o nome do projeto, desenvolvido na Sanjotec – Parque de Ciência e Tecnologia de S. João da Madeira.

Nesse âmbito, e promovendo a economia circular, foi concebido um sistema de módulos, personalizável pelo utilizador, que permite criar um ambiente à medida do seu lifestyle, através da introdução de funcionalidades tecnológicas no produto, nomeadamente ao nível do som e da iluminação.

O desenvolvimento desta inovação decorreu no âmbito do “Sanjotec Design Lab” e contou com apoio da Givaware, uma spin-off da Universidade do Minho, além da participação de diferentes atores locais, como a empresa Fepsa e as startups Feltrando e Olives, ligadas ao ecossistema da indústria da chapelaria, que tem em S. João da Madeira um dos principais polos mundiais. 

“Innovation Radar”

Ainda de acordo com a nota de imprensa camarária, este trabalho, que incluiu também uma série de workshops para promover a valorização e fomento da aprendizagem das técnicas manuais da arte da feltragem, foi reconhecido pela Comissão Europeia, que passou este sistema modular em feltro no seu “Innovation Radar”, no qual estão identificadas inovações de elevado potencial, resultantes de projetos financiados no âmbito de programas da União Europeia.

Essa plataforma (https://www.innoradar.eu/) mapeia atualmente um conjunto de cerca de 3.600 inovações a nível europeu, com o objetivo de aumentar a sua visibilidade e de os dar a conhecer ao público, reconhecendo o seu potencial de mercado e elevada qualidade de execução. Nesse contexto, este novo conceito de utilização do feltro é referenciado pelo seu potencial e maturação para entrar no mercado.

O “Felt the Future” vem, assim, promover dinamizar a indústria de S. João da Madeira, através da utilização das suas tecnologias e ferramentas, aplicando-as a novas tipologias de produto, tecnologia contemporânea e novos materiais reciclados para feltros. Nesta lógica, destaca-se pela novidade na integração de funcionalidades digitais numa indústria tradicional, oferecendo soluções de produto tecnológicas, mas que, simultaneamente, valorizam aspetos identitários e culturais.

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