Poluição Sonora

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Uma das coisas que me marcaram em tempo de confinamento foi o silêncio. Por haver menos gente nas ruas e, sobretudo, menos automóveis e motociclos, não havia ruído de fundo e o sossego era tal que até se ouvia a passarada.

Veio o desconfinamento e voltou tudo ao normal, era inevitável daí perder-se o sossego. Mas há ruídos que se podia evitar e gestos de puro egoísmo que não devíamos ter de suportar, como haver quem passe de carro a alta velocidade com música alta e vidros abertos, ou quem goste de falar aos berros ao telemóvel. Ou como vi – ou melhor ouvi num sábado, há dias, pelas 23 horas em plena Avenida Dr. Renato Araújo em S. João da Madeira, um motociclo com o cano de escape roto a alta velocidade provocando ruído ensurdecedor.

Todavia, pode-se concluir que S. João da Madeira não é cidade com alta poluição sonora, não é, mas deve-se à intervenção da câmara municipal, presidida pelo socialista Dr. Jorge Sequeira, ao melhorar significativamente a sinalização rodoviária, quer na horizontal (pavimento), quer na vertical em locais de passagem para peões (passadeira). Mas há os exibicionistas provocadores de poluição sonora, os que querem dar nas vistas, os chamados fora-da-lei. São ocorrências que podem ser combatidos através de uma regular fiscalização pelas autoridades (PSP), em particular ao fim de semana.

Assim é, o trânsito é um grande causador do ruído nas cidades e as principais características dos veículos barulhentos são o escapamento furado, ou, enferrujado, as alterações no silencioso ou no cano de descarga, as alterações no motor e os maus hábitos no dirigir – acelerações e freadas bruscas e o uso excessivo de buzina.

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