Porque trarei eu comigo em perfídia vigilante,

Sina esta que mantenho, quero fugir não consigo,

Será destino só meu? O de cavaleiro andante,

Partindo às sortes do mundo, para um alvo que persigo?

 

Mas querendo mudar o mundo e parar-lhe seus ponteiros!

Querer alterar os ritmos, dos segundos cautelosos,

Em pôr tempos às avessas, ser talvez um dos primeiros

A inverter o nosso eixo, ambição dos poderosos?

 

Acima de nós as leis, tão próprias da Natureza

Que estão na razão das causas de todos os holocaustos,

A matriz, a imperatrix, lá estarão, mas com certeza,

A explicar as origens de todos os factos infaustos.

 

Por isso, por muito que o Sapiens sempre persista

Em mudar qualquer das coisas, fazê-lo à sua maneira

Jamais o conseguirá; jamais haverá quem resista

Àquela que é a nossa mãe, aquela que é a mãe primeira.

DR
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