A minha coluna

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MAIS MÉDICOS? QUE CHATICE…

Nos últimos dias alguns responsáveis por corporações de médicos, atualmente muito prolixos em deixar pública opinião sobre tudo e nada, manifestaram oposição à futura existência de um curso de Medicina na Universidade Católica. Recordo-me de, há uns anos, os seus antecessores nesses cargos manifestarem idêntica oposição quando os governos pretendiam aumentar o número de vagas nas faculdades públicas de Medicina. Seriam médicos demais, diziam. Os mesmos, ontem e hoje, que se queixam de não haver médicos suficientes em algumas regiões do país, naturalmente por culpa dos governos contra quem se manifestavam quando estes queriam formar mais médicos. Há dias foi noticiado que iria ser aberto concurso para o Estado contratar mais 450 médicos para o SNS. De imediato outro representante da classe veio esclarecer que não havia médicos suficientes para essas 450 vagas. Talvez só para 300. Afinal em que ficamos? Não é preciso formar mais médicos porque temos vagas a mais do que médicos? Tenho feito um esforço, mas ainda não percebi…

Balha-me Deus!

 

E COMO VÃO SER AS REGRAS PARA O NATAL?

E por falar em saúde… Volta e meia vem às televisões uma panóplia de entendidos em tudo, designadamente em pandemias, questionando “as autoridades” por não conhecerem ainda as medidas da DGS sobre isto e sobre aquilo que só vai acontecer semanas ou meses depois. Os das escolas diziam em agosto que não conheciam as regras para a reabertura em setembro e, afinal, essas regras já tinham sido publicadas e comunicadas às escolas em julho. Mas não aos que falavam. Aos responsáveis mesmo. Eram os dos tribunais a dizer que faltava pessoal e… regras. Depois eram os que não queriam a festa do Avante a dizer que também não se conheciam as regras, mas que também não queriam a festa. Depois era o Presidente a dizer que as regras dessa festa tinham de ser públicas. Não que ele fosse à festa, mas… as regras tinham de ser públicas. Nesse chorrilho de reclamantes esteve também incluído aquele rapazinho de voz grossa que agora diz que lidera o CDS-PP e o Rui seguiu também por esse Rio acima. Enfim. Um enorme conjunto de gente a querer saber tudo quando, afinal, são ainda muito poucos os que sabem alguma coisa desta pandemia. Mas nós somos assim. Treinadores de bancada e com muita experiência de chamar nomes ao árbitro ainda que não saibamos muito bem como o jogo se joga. Somos portugueses, afinal. E somos felizes assim, pronto. Aliás, queria aproveitar esta oportunidade para reclamar também com a DGS porque ainda não conheço as regras para os jantares de Natal. Sim, porque o Natal está aí á porta. É já em dezembro, e estou a ficar preocupado porque a DGS ainda não me disse, nem a ninguém, as regras a seguir…

Balha-me Deus!

 

POR ÚLTIMO…

A SIC é, reconhecidamente, uma estação com excelente trabalho jornalístico. Mas no melhor pano às vezes a nódoa cai. Na semana passada, no jornal da noite do dia 1, foi lida uma notícia dando conta de que o New York Times tinha publicado com destaque um artigo dando nota que o Governo Português tinha feito um favor ao PCP autorizando a sua festa com perigo iminente de propagação da pandemia. Minutos depois a apresentadora pedia desculpa a todos os visados, desde o Governos ao NYT e ao PCP, reconhecendo que a notícia tinha sido dada com base numa montagem do jornal que circulava nas redes sociais. Embora já tenha sido dito tudo sobre essa iniciativa do PCP que ninguém – que não o próprio PCP – podia proibir, fica o lamento por uma estação tão respeitada como a SIC ter caído num dos milhares de embustes que circulam nas redes sociais. Tanto quanto me compete fica a sugestão a todos. Leiam jornais, pelo menos se tiverem notícias falsas, sabem a quem pedir responsabilidades. E nas redes sociais comem-vos “de cebolada” …

Balha-me Deus!

 

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