Afirmou Gonçalo Fernandes durante a sua tomada de posse como novo líder da JSD

 

A nova equipa que vai liderar os destinos da juventude social democrata nos próximos dois anos em S. João da Madeira tomou posse, sexta-feira passada, perante um auditório cheio, com respeito pelas regras de segurança impostas no combate à pandemia, nos Paços da Cultura, tendo como lema “Afirmar a Diferença. Por uma Geração, por uma Cidade e por um Futuro”.

O discurso de Gonçalo Fernandes começou com um lembrete de que “há dois anos inicíamos um tempo novo na JSD de S. João da Madeira” com uma equipa que reativou esta estrutura “devolvendo-a aos militantes e abrindo-a à sociedade sanjoanense”. Um lembrete que relembra o discurso do seu antecessor, Luís Neves, que agora é presidente da mesa, aquando da sua tomada de posse em 2018 que ficou marcada pelas criticas às anteriores lideranças da JSD sem mencionar nomes. Ainda em relação aos últimos dois anos da “jota” sanjoanense, Gonçalo Fernandes destacou a apresentação de propostas  para as áreas da Educação e da Juventude nos três orçamentos municipais e o trabalho político desenvolvido junto da Assembleia Municipal e do Conselho Municipal da Juventude. “Se por um lado nos congratulamos por termos desencadeado o processo de revitalização do Cartão Jovem Municipal, que concede benefícios, isenções e descontos aos jovens sanjoanenses, e que sofreu desatualizações nos últimos anos, que levou ao esquecimento e no caso das novas gerações ao desconhecimento, lamentamos não conseguirmos progredir em habitação, emprego jovem e noutras políticas com impacto direto na vida dos jovens sanjoanenses”, disse Gonçalo Fernandes.

Na opinião do novo líder da JSD local, os socialistas escolheram um “caminho fácil” nos últimos três anos, ao longo do qual têm justificado “com a transversalidade de todas as suas medidas a incapacidade em apresentar políticas de juventude positivas, proativas e geradoras de oportunidades que tornassem S. João da Madeira num concelho atrativo para os jovens que procuram emprego, habitação e lazer”. Já a juventude social democrata escolheu “um caminho de valorização das novas gerações e não um que hipoteque o seu futuro”. Com o projeto e os compromissos renovados, a nova equipa eleita vai continuar a “lutar pelos anseios dos jovens sanjoanenses”, assegurou Gonçalo Fernandes, tendo mencionado alguns como construir habitação acessível para emancipação e começo da vida familiar através da requalificação da zona do Roupal, prevista pelo PSD, combater o aumento do desemprego entre os mais novos com o lançamento de programas remunerados e insistir em projetos parados como as novas piscinas, a requalificação do Pavilhão das Travessas, o complexo de courts de ténis e padel e a pista de atletismo.

 

“Fizemos oposição positiva e construtiva, sem excitações mas com convicções”

 

Mais uma vez, olhando para os últimos dois anos, o novo líder dos “jotas” sanjoanenses, reforçou que “nunca negamos o trabalho em conjunto” com o executivo socialista e “fizemos oposição positiva e construtiva, sem excitações mas com convicções”. Também relembrou uma frase dita por Castro Almeida em 2001, ano em que venceu com maioria absoluta a Câmara Municipal de S. João da Madeira como candidato pelo PSD. “S. João da Madeira é uma história de sucesso”, para a qual “contribuiu a JSD”, na altura liderada por Paulo Cavaleiro, agora vereador da oposição pela Coligação PSD/CDS-PP, destacou Gonçalo Fernandes, relembrando que “passámos de uma marca de mudança para a marca que mudou” através “da captação de fundos comunitários, do forte investimento público, da progressiva redução dos impostos, da prioridade dada à educação, do apoio a quem mais precisa, da colaboração com instituições e associações, da criação de riqueza e de emprego”. Apesar dos sociais democratas terem deixado “a câmara com uma situação financeira robusta em 2017” com “13 milhões de euros em projetos com financiamento assegurado”, “o PS tem demonstrado ser um executivo lento, reativo e muitas vezes incapaz na execução de promessas e de fundos comunitários”. Por isso, no seu entender, “a cidade tem perdido competitividade e centralidade”. “Qual o projeto novo e a marca nova que representa a ambição dos sanjoanenses e que o PS deixa à cidade? Em que se consubstancia a visão de futuro tão prometida?”, questionou Gonçalo Fernandes, concluindo que com o executivo socialista “o futuro em S. João da Madeira não tem visão, rumo e ambição”.

A tomada de posse dos novos órgãos sociais da JSD de S. João da Madeira contou com a presença de figuras de peso a nível local, distrital e nacional como Manuel Castro Almeida, ex-presidente da câmara sanjoanense, Susana Lamas, líder do PSD local, Carlos Seixas e Alexandre Poço, presidente da JSD Distrital de Aveiro e da JSD nacional, respetivamente. Nos discursos de todos estes ficou bem clara a importância do trabalho da JSD quer em campanhas eleitorais, quer ao longo dos mandatos, bem como foram deixadas algumas críticas ao executivo socialista local e ao Governo.

A cerimónia teve ainda um momento de poesia protagonizado por Rita Azevedo e Filipa Gomes.

 

Reações

 

“Enquanto líder do PSD, conto com a JSD para construir um projeto alternativo que mostre às pessoas que vale a pena mudar e já no próximo ano”, Susana Lamas, presidente da concelhia sanjoanense

“Com o PSD e a JSD a trabalharem em conjunto, estou mais confiante no futuro de S. João da Madeira que está a precisar de um abanão como há uns anos atrás”, Castro Almeida, ex-presidente da câmara

“O Gonçalo Fernandes é um dos jovens valores do distrito. É preciso reestruturar e recuperar do mau resultado nas últimas eleições autárquicas”, Carlos Seixas, líder da JSD Distrital de Aveiro

“A nossa geração está à rasquinha. Não tem oportunidades. Temos de estar focados no trabalho de preparação das autárquicas e contar com o contributo das novas gerações”, Alexandre Poço, líder da JSD nacional

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