A minha coluna

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SORTE A NOSSA

 Vi esta madrugada o debate Trump-Biden. Mesmo para quem não domine o “americano” com fluência a conclusão era simples. Um espetáculo deprimente por parte de um homem que ainda é presidente da maior potência mundial e a que nos é mais próxima. E cujo comportamento tem de assustar qualquer cidadão que espere dos EUA uma garantia de democracia. Trump foi, uma vez mais, o arruaceiro que se conhece e o provocador populista que temos visto. Depois deste espetáculo a que nós, com ainda poucos anos de democracia, não estamos habituados, temos de concluir que os nossos políticos, por muito pouco que deles gostemos, são “uns senhores” quando comparados com Donald Trump.

Balha-me Deus!

 

A PANDEMIA PAGA TUDO

A pandemia está a servir para justificar tudo, principalmente o que não se quer fazer. Apesar da digitalização dos serviços bancários de que sou fervoroso utilizador, há dias tive que me deslocar a um banco para entregar um documento. No horário habitual de abertura ao público a porta estava fechada. As paredes de vidro permitiam ver que estava apenas um cliente no interior e uns poucos funcionários. Como não tinha campainha resolvi telefonar – e diversas vezes – para os serviços. Nada. Ninguém atendeu como, aliás, já era prática corrente antes da pandemia. E eu a ver. Algum tempo depois lá tiveram que abrir a porta para que o cliente saísse. A minha oportunidade tinha chegado. Entreguei o documento e aproveitei para referir que tinha telefonado e ninguém atendera: “É por causa da pandemia e das novas regras…” recebi como resposta enquanto a porta se fechava sem eu poder pedir mais explicações que, deduzo, seriam a repetição da primeira. E esta situação repete-se em diversas situações e muito nos serviços que atendem público. Se outra utilidade não teve a pandemia está a servir, pelo menos, para validar a pouca preocupação que já existia no atendimento de muitos dos serviços de que ainda precisamos…

Balha-me Deus!

 

POR ÚLTIMO…

De vez em quando temos uma notícia animadora. A rede social utilizada mundialmente (com exceção da China…) para disseminação do vírus dos factos falsos, o Facebook, tornou recentemente pública a ameaça de que iria abandonar a Europa. E isto porque iria ser proibida de transferir para os EUA os dados pessoais que recolhe de cada utilizador e que lhes permite, entre outras coisas que não sabemos, selecionar o que cada um pretende comprar, gosta de ver, mostrar, ler ou comentar. No meio de tantos minutos de noticiários cheios de Covid lá tivemos, pois, a oportunidade de desfrutar de uma notícia ameaçadoramente positiva. O Facebook diz que vai embora. É claro que não vai nada. Seria uma perda de biliões de receita que fazem muito jeito. Mas que a notícia é animadora, lá isso é…

Balha-me Deus!

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