No ano passado 

 

Ao Gabinete de Apoio à Vítima da Esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de S. João da Madeira, a funcionar desde 2005, têm chegado queixas de maus tratos físicos, psíquicos, ameaça, coação, injúrias, difamação, abusos sexuais, entre outras. Que o digam a agente Sílvia Rosa e o agente principal Jorge Louro, que lidam não apenas com vítimas de violência doméstica, mas também com “grupos de risco como idosos, pessoas com demências, adições ou deficiência”.

São estes os dois rostos da Equipa de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV) que, tal como a Equipa do Programa Escola Segura (EPES), integra o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP), tendo recebido formação específica para o desempenho das suas missões.

GN

Só no ano passado o Gabinete de Apoio à Vítima da PSP da cidade recebeu 120 denúncias de violência doméstica. A maior parte foi feita por mulheres, com idades compreendidas entre os 20 e os 60 anos, devido a “injúrias, difamação, agressão física”, etc..

“Depois dos 60, 65 anos, há menos casos” e quando há são geralmente de “agressão psicológica, sexual”. Há também homens a se queixarem junto da EPAV, sobretudo de “violência verbal”.

Segundo os dois agentes com quem o labor falou, “90% das pessoas vêm cá [ao gabinete se queixar] ou, então, chamam-nos para ir a casa”. Existem situações em que é um vizinho ou um filho a denunciar, mas são em menor número.

“O problema é os que nunca cá chegam”

Ao longo da conversa com o nosso semanário, Sílvia Rosa e Jorge Louro apelaram, por mais do que uma vez, a um maior número de denúncias. No entender de ambos, nos dias de hoje, apesar de haver “mais abertura para denunciar a situação”, “o problema é os que nunca cá chegam”, seja porque razão for. Aliás, atualmente, conforme disseram, “o estalo e o empurrão ainda são tolerados por uma grande parte das donas de casa”.

Mas há que mudar mentalidades! “As pessoas não se devem coibir. Se têm alguma queixa que denunciem, porque só assim se podem proteger”, defenderam.

Situado na Esquadra da PSP de S. João da Madeira, na Rua Alão de Morais, o Gabinete de Apoio à Vítima funciona todos os dias, das 8h00 às 20h00, havendo a possibilidade de atendimento fora deste horário.

As vítimas e/ou outros denunciantes também podem ligar para os números 256 815 000, 256 815 008 ou ainda para o 112.

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