Número foi divulgado por Jorge Sequeira na abertura do I Ciclo de Conferências de Gerontologiade S. João da Madeira

 

Dos cerca de 21 mil habitantes de S. João da Madeira recenseados, perto de 4.200 têm mais de 65 anos de idade. E destes últimos aproximadamente 500 vivem isolados.

No passado dia 30, o presidente da câmara abriu o I Ciclo de Conferências de Gerontologiade S. João da Madeira com estes dados que, embora sendo de 2018, continuam atuais e a preocupar o seu executivo. Não só por estes números, mas também por uma questão de justiça, “é decisivo, fundamental, que exista uma política pública que assegure qualidade de vida a esta população”. Ainda mais quando, como Jorge Sequeira chamou à atenção, a “esmagadora maioria desta população tem baixos rendimentos”.

Autarca defende “justiça geracional”

“Tudo o que temos devemos aos outros”, prosseguiu o autarca, para quem “as gerações atuais, o que têm devem aos mais idosos, que trabalharam, se esforçaram e construíram o que hoje temos”. “Há aqui uma questão de justiça geracional, de equidade, que tem de estar presente no tratamento da população mais idosa”, defendeu, acrescentando: “Retribuir, fazer justiça geracional, é o meu objetivo”.

E precisamente nesse sentido, na sessão de abertura do I Ciclo de Conferências de Gerontologia, que teve lugar na Casa da Criatividade, o autarca deu a saber o que tem sido feito no concelho. Falou do Sénior Ativo, do programa de hidroginástica que abrange 300 idosos, do apoio a associações que se dedicam ao envelhecimento ativo (Associação Cultural e Recreativa “É Bom Viver” e Universidade Sénior do Rotary Club). Na ocasião, e a propósito da Covid-19, recordou que “foram desenhadas inúmeras medidas de apoio: linhas telefónicas específicas, melhoria da comparticipação de medicamentos”, etc..

Ainda segundo Jorge Sequeira, o próprio Ciclo de Conferências de Gerontologia surge para “reforço da capacitação dos técnicos”, pretendendo-se com a iniciativa proporcionar uma oportunidade para refletir, discutir e repensar o envelhecimento ativo no atual contexto.

“Primeiro evento do Município” sobre gerontologia

“Esta iniciativa constitui um contributo do Município de S. João da Madeira para a capacitação de técnicos no sentido de uma intervenção eficaz e especializada, junto da população idosa a quem, no fundo, devemos tudo o que temos, como salientou o presidente da câmara na sessão de boas-vindas”, afirmou a vereadora da Ação Social e Inclusão em jeito de balanço.

Em declarações ao labor já depois deste ciclo de conferências, Paula Gaio referiuque “este foi o primeiro evento do Município destinado à reflexão e disseminação de informação sobre gerontologia”. Em seu entender, “contando com dois painéis, quatro conferencistas e dois moderadores, conseguiu-se que as perspetivas abordadas fossem diferentes, complementares e, simultaneamente, abrangentes”.

“Com experiência profissional em instituições de referência como o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, Instituto Universitário de Ciências da Saúde, Instituto Piaget e Universidade de Barcelona, as pessoas conferencistas abordaram temas como os desafios urbanos para um envelhecimento com qualidade e ativo, os desafios do envelhecimento cerebral, e o que podemos fazer para permitir que aconteça com qualidade, e foi apresentado o projeto Ginástica +50 (ver caixa), com informação muito relevante para a prática de atividade física na terceira idade”, descreveu ainda a vereadora.

Ao todo, o I Ciclo de Conferências de Gerontologiateve 81 pessoas inscritas. Estas, de acordo com Paula Gaio, reuniram-se numa sala com capacidade para cerca de 500, “assegurando-se, assim, o cumprimento das regras da Direção-Geral da Saúde e transmitindo um sinal da importância e necessidade de retomar as atividades em regime presencial sempre que seja possível garantir as determinações das autoridades de saúde face à pandemia”.

 

Projeto Ginástica +50

 Do programa do I Ciclo de Conferências de Gerontologia destaca-se a apresentação do projeto Ginástica +50. A Ginástica +50 foi criada em 2009 por Maria Spratley, professora e formadora de ginástica sénior,e baseia-se no treino funcional, considerando as diversas valências do aluno, como a força, a resistência, o equilíbrio, a postura, a agilidade, a propriocepção, a mobilidade e a estabilidade.

Nestas aulas pretende-se prevenir a osteoporose, as quedas, melhorar a consciência corporal, combater a atrofia muscular, aumentar a mobilidade e libertar tensão.

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