Uma cidade que “já viu e ouviu” a banda em “vários formatos desde os anos 80”, relembrou o vocalista Rui Reininho ao labor

 

A caminho dos 40 anos de banda, assinalados em 2021, o Grupo Novo Rock, mais conhecido como GNR, tem percorrido um longo caminho marcado pela mudança de “alguma gente, sobretudo músicos, mas também agentes e colaboradores”, afirmou o vocalista Rui Reininho ao labor.

A banda vai dar dois concertos esta sexta-feira e este sábado, pelas 22h00, na Casa da Criatividade que marcam “o regresso aos teatros depois de oito meses. O último foi no Casino Estoril”, constatou o vocalista dos GNR.

Um dos concertos, o de dia 9, já está esgotado, mas o de dia 10 ainda tem bilhetes disponíveis.

Nenhum destes está perto de ser o primeiro concerto de uma das bandas incontornáveis na história da música portuguesa em S. João da Madeira. Esta é uma verdade “incontornável, de facto. S. João da Madeira já viu e ouviu os GNR em vários formatos, no exterior e em auditórios, desde os anos 80”, relembrou Rui Reininho, reforçando que por “várias vezes nos associámos às festividades de S. João da Madeira”.

Entre os momentos que marcaram cada uma das quatro décadas da banda e que foram fundamentais para a criação da imagem e da personalidade do Grupo Novo Rock, o vocalista da banda destacou alguns ao labor. “Nos anos 80 talvez Vilar de Mouros ao lado dos U2 e outras bandas emergentes. Nos 90 tanto as internacionalizações continuaram como se chegou aos estádios por todo o país. No novo milénio o culminar na visita a salas nunca dantes navegadas como o Campo Pequeno ou o Rock in Rio”.

Para além das canções que se tornaram verdadeiros hinos e são cantadas em coro por multidões, existem tantas outras que nunca tiveram o mérito merecido. “Houve sempre o mérito de as abordar em versões diferentes com músicos igualmente talentosos”, salientou Rui Reininho.

Enquanto banda, enquanto músicos, enquanto agentes de produção de cultura, uma das áreas mais afetadas pela pandemia, o GNR tem lidado “com serenidade, mas com desconfiança também” esta nova realidade que vivemos.

Já à forma, positiva ou negativa, como o confinamento poderá ter afetado a inspiração dos elementos da banda “nunca se sabe (ou saberá?)”, deixando uma conclusão incógnita.

Para assinalar os 40 anos de carreira no próximo ano, os GNR estão “a retomar ideias interrompidas de edição discográfica e no mínimo um concerto por cada ano vivido”, adiantou Rui Reininho ao labor, terminando com um “obrigado por fazerem parte da nossa saga”.

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