A minha Coluna

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CGTP e FÁTIMA – A MESMA LUTA

Não direi “toda a gente”. Mas muitos ainda se lembrarão da enormíssima polémica nacional com a manifestação do 1º de maio, em Lisboa. Ou porque ia ser muita gente, ou porque estariam todos ao monte (fé em Deus talvez nem tanto…) ou porque vinha gente de todo o lado em camionetas superlotadas, sei lá por que mais. Afinal, como se veio a verificar, deve ter sido dos melhores exemplos de organização e estou em crer que inspirou mesmo alguma retoma, por exemplo, em concertos ou outras manifestações coletivas. Agora foi Fátima. Aquela ideia das rodinhas além de inovadora foi, no mínimo, exemplar. Pelo que se viu o acesso era rigorosamente controlado e foi também um bom exemplo de como se deve fazer. Eu não fui a um nem a outro. Fui, sim, a dois concertos de música, ao ar livre, e em ambos a organização era muito semelhante a estes dois eventos. Creio mesmo que o da CGTP, tanto atacado que foi na comunicação social “de referência” por comentadores também referenciados, acabou por ser inspirador de como as coisas se devem, por enquanto, fazer e ambos (1º de maio e Fátima) foram como que duas bofetadas de luva branca nos pessimistas de carreira e comentadores de escritório via zoom. E para esses que passam a vida a massacrar-nos com estatísticas do covide e esquecem os milhares que estiveram doentes e faleceram em anos anteriores devido a outras maleitas que ninguém “estatisticou” – posso inventar palavras porque há dias uma jornalista da TSF inventou “infecionamento”… – apetece-me mesmo dizer, com a bênção de Fátima…

Balha-me Deus!

 

E AS MULHERES FEIAS?

Também estou muito curioso em relação ao que vai acontecer nos EUA a 3 de novembro. Como sou dos privilegiados a quem a vida proporcionou a possibilidade de estar por diversas vezes em vários locais desse grande país, qualquer resultado não me surpreende. Muitos dos “américas” pensam de forma diferente dos europeus e comportam-se com registos cívicos que, enquanto europeus, nos causam estranheza e interrogações. Desde acompanharem um jantar a beber uísque ou estarem à mesa de chapéu – coisa que aqui ainda se considera como sinal de má-educação – tive oportunidade de ver de tudo um pouco. Há, porém, muita gente que partilha dos nossos conceitos, mas, apesar de eleitoralmente maioritários, quer o sistema eleitoral americano que às vezes se ganhe com menos votos. Como foi o caso do Donald, e que me desculpe o Pato por usar este nome e não o outro para o sujeito em questão. Diariamente anseio, no telejornal das 20, pela habitual peça jornalística sobre as diatribes do Donald. É que o homem é imaginativo. A de ontem foi que, num comício pós-covide, o homem estava tão entusiasmado e esfuziante que disse apetecer-lhe ir para junto da multidão e beijar todos os homens e as mulheres bonitas. E as feias? Elas também mereciam…

Balha-me Deus!

 

CABELOS BRANCOS?

Quem tiver estado atento a questões capilares poderá confirmar que qualquer político que vai para o Governo acaba por ficar com os cabelos brancos. Foi assim com Sócrates, com Passos e com Costa, só para referir os mais recentes chefes de governo. E nem os ministros escapam. Pedro Nuno Santos vai a caminho. Mas há um que tem escapado. O ministro João Leão. Por mais quezilentos que sejam, nem os bloquistas vão conseguir pôr-lhe os cabelos em pé, quanto mais brancos. Como o homem é careca….

Balha-me Deus!

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