Irene Guimarães considera injusta a acusação

 

Tal como em outros anos letivos, o Plano de Apoio ao Funcionamento das Escolas EB1 e Jardins de Infância para 2020/2021 foi discutido e votado em reunião de câmara. Prevê uma despesa total de cerca de 19.500 euros, valor que será distribuído, em forma de subsídio, pelos três agrupamentos de escolas para apoio para material escolar, à manutenção de equipamento informático, funcionamento das bibliotecas escolares e atividades de animação e apoio à família.

Após uma longa discussão, o dito plano acabou por ser aprovado por unanimidade. Para trás, ficaram as medidas da coligação PSD/CDS-PP na área da Educação, como o projeto piloto “Escola do Futuro” no sentido de tornar uma escola “na escola mais ambiciosa do país em termos tecnológicos” e, depois, aplicar o modelo às restantes,  ou o programa “Resolve na Hora” para pequenas intervenções urgentes, que a câmara optou por não desenvolver e que Paulo Cavaleiro fez questão de recordar.

Neste ponto da ordem de trabalhos, o vereador da oposição ainda voltou a perguntar, à semelhança do que já tinha feito há cerca de um mês, se quando começou o novo ano letivo “todas as escolas estavam prontas em termos de salas e equipamentos”. Questionou também se a autarquia já tinha respondido a todos os pedidos feitos em julho passado.

A vereadora da Educação não tardou a responder, assegurando que desde esse mês “acompanhámos todo o processo de auscultação das necessidades”, quer do pré-escolar, quer do primeiro ciclo. Segundo Irene Guimarães, já foram entregues “mais 25 equipamentos informáticos às escolas [do 1º ciclo]”, foi feita a aquisição de tapetes desinfetantes para cada um dos estabelecimentos de ensino, bem como “disponibilizada ajuda pela Proteção Civil para formação a todos os funcionários que fazem higienização e limpeza”.

“Estamos convencidos que, neste momento, não há por parte das escolas nenhuma necessidade que não esteja a ser satisfeita”

A responsável política adiantou, igualmente, que a edilidade está a aguardar a entrega de equipamento escolar, mesas individuais”, para reforçar a necessidade de distanciamento físico devido à Covid-19.

“Estamos convencidos que, neste momento, não há por parte das escolas nenhuma necessidade que não esteja a ser satisfeita”, referiu Irene Guimarães, falando ainda que o Governo atribuirá “a cada um dos alunos que precisarem de equipamento informático” e que, por isso, “a câmara não pode nem deve estar a duplicar esse esforço”.

Minutos depois, Paulo Cavaleiro pediu a palavra novamente. De acordo com este elemento da oposição, afinal, “quando o ano letivo começou não estava tudo pronto. Sabemos que até há pouco tempo havia uma sala de aulas em obras ainda” e que “todos os dias se fazem coisas”. Ou seja, “aquilo que nos disse há um mês não é verdade”, acusou, acrescentando: “Estamos cá para irmos analisando e fiscalizando a vossa ação”.

“Dizer que não estou a dizer a verdade não é condigno nem é justo”

Irene Guimarães não gostou do que ouviu, deixando claro que quer a 1 de setembro, quando iniciou o “ano escolar”, quer no dia 14, quando começou o “ano letivo”, “nem eu nem a Divisão de Educação tivemos conhecimento de qualquer turma que não tenha tido tratamento condigno ou tenha tido falta de algum equipamento material ou de outro que fosse que colocasse em risco o funcionamento das atividades escolares”.

“Dizer que não estou a dizer a verdade não é condigno nem é justo, quer para mim, enquanto vereadora, quer para a Divisão de Educação”, sublinhou.

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