Com a autoridade de saúde local 

 

Em declarações exclusivas ao labor, Jorge Sequeira revelou que “a câmara municipal está, nesta fase, a estudar e a analisar, com a autoridade de saúde local, cada um dos eventos que realiza, de modo a que as regras de segurança sejam sempre acauteladas, sendo certo que a prioridade na decisão é conferida à proteção da saúde pública”.

O edil, face ao estado de calamidade em que Portugal se encontra, também reforçou os apelos que tem vindo a fazer no sentido de um “cumprimento escrupuloso das regras de segurança contra o contágio, nomeadamente o distanciamento físico, o uso de máscara e a higienização das mãos”. Recordou, ainda, que o crescimento de casos no país e no concelho implicou a tomada de medidas de contenção em S. João da Madeira, como o encerramento dos cemitérios entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro.

Ainda a propósito dos cemitérios, Jorge Sequeira disse que “esta foi uma decisão muito difícil e complexa, mas necessária para evitar a concentração de milhares de pessoas nos cemitérios da cidade e o facto dessas deslocações propiciarem a partilha de viaturas e encontros de proximidade”.

Por último, fez questão de “enaltecer o esforço significativo e extraordinário que a equipa de saúde pública, médicos e enfermeiros do nosso Centro de Saúde têm vindo a desenvolver, em particular nesta fase mais crítica da pandemia”

PSP apela para que sanjoanenses continuem a cumprir as regras

Até esta última segunda-feira não havia registo, por parte da Polícia de Segurança Pública (PSP), nem da detenção de sanjoanenses por violarem o confinamento obrigatório nem do encerramento de estabelecimentos comerciais por não cumprirem a lei, garantiu o adjunto do comandante da esquadra de S. João da Madeira.

Em relação à primeira situação, Joaquim Silva afirmou ao nosso jornal que “às vezes há suspeitas, mas que depois de se averiguar se constata que são casos pontuais que estão autorizados a sair [para, por exemplo, passear o cão] pelo delegado de saúde”.

Já no que diz respeito aos estabelecimentos comerciais, mesmo antes do estado de calamidade em vigor, registou-se “um caso ou outro de não cumprimento do horário de funcionamento [ou porque abriram mais cedo ou estiveram a funcionar para além do horário autorizado]”. Mas nada de grave. Segundo o adjunto do comandante da esquadra, “felizmente, não tem havido situações que se digam preocupantes”.

Agora, com o país em situação de calamidade, oterceiro nível de alerta previsto na lei de bases da proteção civil, Joaquim Silva assegurou que “os nossos serviço e missão mantêm-se iguais”. A PSP local vai continuar a fiscalizar, mantendo os procedimentos tanto na via pública, como nos estabelecimentos.

“A ideia é que as pessoas continuem a cumprir as diretivas”, como têm feito até à data, acrescentou o adjunto Silva.

Apelo à prudência

Já o coordenador municipal de proteção civil fez o apelo de sempre. Contactado pelo nosso jornal, Normando Oliveira voltou a pedir aos munícipes para que “sejam prudentes e tomem os cuidados necessários emanados pelas autoridades de saúde (uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento físico, etc.)”. Isto, para que, como argumentou, “a situação seja controlada de forma a que os hospitais e os serviços de saúde em geral tenham capacidade para acorrer a todos casos que necessitem de ajuda”.

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