Desta vez dirigido a mulheres

 

Depois de ter cedido um apartamento para pessoas sem-abrigo do sexo masculino em junho de 2019 no Bairro do Orreiro, a Câmara Municipal de S. João da Madeira vai ceder um outro para mulheres. “Temos prevista a cedência de mais um apartamento de autonomização de pessoas em situação de sem-abrigo, desta vez dirigido a mulheres, e iremos continuar a desenvolver a forte e constante colaboração do Trilho – Unidade de Apoio a Toxicodependentes e Seropositivos da Santa Casa da Misericórdia que é o interlocutor nesta matéria”, avançou a câmara municipal em exclusivo ao labor sem adiantar, para já, uma data para o acontecimento, depois de a termos questionado sobre a previsão de levar a cabo mais ações junto desta população. “Para além da manutenção da parceria com o Centro de Saúde com vista a que seja efetuado um rastreio anual de saúde”, a câmara pretende que “sejam mantidas a campanha de vacinação gratuita e a implementação anual de um plano de contingência contra o frio”.

Em relação à novidade de que a câmara municipal vai ceder mais um apartamento para a autonomização de pessoas sem-abrigo do sexo feminino, “não tenho qualquer comentário neste momento”, disse Branca Correia, diretora técnica do Trilho, ao labor.

Uma pessoa desapareceu e outra vai ser realojada ainda este ano

Até ao momento, o apartamento de autonomização já integrou quatro homens que estavam em situação de sem-abrigo, tendo um deles desaparecido.

Apesar de terem sido “efetuadas todas as diligências para a localizar” através da “PSP, contactos com a família, etc.”, “não tivemos mais notícias” da pessoa desaparecida, revelou Branca Correia. Entretanto, “está previsto realojar mais uma pessoa ainda este ano”, adiantou a diretora técnica do Trilho ao nosso jornal.

O trabalho de integração destas pessoas que passaram a ter uma habitação condigna pela primeira vez em muitos anos tem sido desenvolvido desde o ano passado. “Foram trabalhadas várias dimensões do processo de autonomização com sucesso, nomeadamente acompanhamento de saúde, organização e limpeza do espaço doméstico, partilha do espaço com outros residentes, gestão de conflitos, etc”, deu a conhecer Branca Correia ao nosso jornal, explicando que “a dificuldade de autonomização liga-se à situação individual de cada cidadão integrado, nomeadamente idade e problemas de saúde, que impedem a total autonomização, que exige o acesso a um rendimento que permita o acesso a um alojamento digno”.

Loading Facebook Comments ...

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here