Uma semana depois do assunto ter sido notícia de destaque no labor

 

Os moradores de um dos prédios localizados na Avenida Dr. Renato Araújo, onde esteve aberta até há pouco tempo a loja Malisan, apelaram à limpeza da vegetação da casa devoluta que se encontra do lado direito do bloco e do lixo criado e acumulado pelas pessoas sem-abrigo que lá pernoitam na edição de 8 de outubro deste ano do labor.

Recordamos os nossos leitores que os moradores se queixaram ao nosso jornal de “falta de manutenção da vegetação grande que tem levado ao aumento de ratos, que já apareceram em apartamentos, acumulação de lixo e sujidade por parte dos sem-abrigo”, considerando que esta é “uma questão de saúde pública”. Os moradores afirmaram ainda já ter visto cenas impróprias como a realização de necessidades básicas no exterior, o consumo de substâncias e até cenas de alegada prostituição.

Um dos moradores decidiu recorrer ao labor depois de não ter recebido uma “informação concreta” aos dois emails, com fotografias, que enviou sobre este assunto, em março e agosto deste ano, à Câmara Municipal de S. João da Madeira. Uma fonte municipal garantiu ao nosso jornal que o proprietário já tinha sido notificado para proceder à limpeza do terreno. Por sua vez, a polícia disse estar “disponível para atuar porque está em causa uma questão de saúde pública, mas terá de receber uma denúncia de invasão de propriedade privada por parte do proprietário”, esclareceu o comissário Hélder Andrade, assegurando que não tinha recebido nenhuma denúncia sobre esta situação quando contactado pelo nosso jornal antes do fecho da edição de 8 de outubro.

Após a publicação desta notícia, a esquadra da PSP de S. João da Madeira confirmou a receção de uma queixa por invasão de propriedade privada que diz respeito a esta casa devoluta na Avenida Dr. Renato Araújo. Para além disso, “avedação foi feita por tijolos no portão grande, foi colocado um cadeado com aloquete no portão pequeno e foi também tapada a abertura que os sem-abrigo fizeram para entrar na casa aí existente. Foram demolidas a garagem e os anexos e foram retiradas as árvores aí existentes”, confirmou um dos moradores ao labor.

O nosso jornal tentou, mas não conseguiu saber junto da PSP os procedimentos por si adotados aquando da receção desta queixa e se foram identificadas e encaminhadas para alguma das instituições de ação social da cidade algumas das pessoas sem-abrigo que ali pernoitavam. “Não me vou pronunciar sobre essa queixa. O expediente foi enviado para o Tribunal”, afirmou Joaquim Silva, adjunto do comissário da esquadra da PSP de S. João da Madeira.

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