São cada vez mais os novos casos de Covid-19 detetados sobretudo nos jovens 

 

Contra factos não há argumentos. É cada vez maior o número de infeções por Covid-19 no país com as populações mais jovens a serem aquelas onde existe uma maior incidência de novos casos. Mas atenção que este aumento também está a verificar-se nos mais velhos.

Segundo disse ainda no início desta semana a diretora-geral da saúde, Graça Freitas, “há uma grande transmissão comunitária do vírus e que pode levar ao aumento dos casos em todas as faixas etárias”, apesar de continuar “a verificar-se um predomínio das populações mais jovens”.

Perante uma evolução “grave” da pandemia, como classificou o primeiro-ministro (PM), António Costa, depois do Conselho de Ministros de 14 de outubro, Portugal entrou no dia seguinte em situação de calamidade. E assim se vai manter, pelo menos, até 31 de outubro, não estando excluída a hipótese de o nível de alerta se agravar.

Recorde-se que o país já esteve em estado de calamidade em maio último após ter passado por três períodos de estado de emergência. Calamidade é o terceiro nível de alerta previsto na lei de bases da proteção civil, que pode ser declarado quando, face à ocorrência de um evento que se enquadre nas definições de acidente grave ou catástrofe, “é reconhecida a necessidade de adotar medidas de caráter excecional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos”.

Proibidos ajuntamentos de mais de cinco pessoas na rua, em espaços comerciais e em restaurantes

Com o regresso da situação de calamidade, surgiram medidas para controlar a propagação do novo coronavírus, que, aliás, já estão em vigor desde quinta-feira transata.

Entre as novas regras, está a proibição de ajuntamentos de mais de cinco pessoas na rua, em espaços comerciais e em restaurantes. Também estão proibidos os festejos académicos e atividades não letivas, incluindo receções ao caloiro, nos estabelecimentos de ensino.

Além disso, eventos familiares como casamentos ou batizados passam a estar limitados, desta feita, a um máximo de 50 convidados, que têm de usar máscara e respeitar o devido distanciamento físico.

Multas até 10 mil euros para estabelecimentos que não cumpram regras

Neste novo estado de calamidade que se vive atualmente, a fiscalização foi reforçada, tanto para pessoas individuais como para estabelecimentos. E em relação a estes últimos, os valores das multas para aqueles estabelecimentos que não cumpram, especialmente do setor da restauração, que não assegurem cumprimento das regras de lotação e afastamento foram agravados até 10 mil euros.

Proposta para que seja obrigatório o uso de máscara na rua discutida amanhãno Parlamento

Neste momento, é “vivamente recomendado”, por parte do Governo, o uso de máscara na rua “nos momentos em que há mais pessoas”, assim como a instalação da aplicação (app) Stayaway Covid. Aliás, precisamente, nesse sentido, amanhã mesmo, em vez da proposta de lei inicial, é discutida na Assembleia da República, a pedido de António Costa, uma proposta do PSD sobre a obrigatoriedade da utilização de máscara, em que “há consenso”.

Quanto à discussão da obrigatoriedade da app”em contexto laboral, escolar e académico, nas forças armadas e de segurança e na administração pública”, inicialmente prevista também para esta sexta-feira, foi desagendada, também por solicitação do PM.

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