A minha coluna

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Mal “acomparado”…

Os enfermeiros vão fazer greve. Pelo menos é o que está anunciado por um sindicato da classe. Num momento de guerra contra uma pandemia em que os enfermeiros, tal como outros profissionais de saúde, constituem uma parte importante do nosso exército que fez a recruta e tirou a especialidade em escolas financiadas com dinheiros públicos, é uma situação um tanto ou quanto bizarra, isto para não lhe aplicar um adjetivo mais forte como bem me apetecia fazer. Mal “acomparado” como diz um amigo meu, isto é mais ou menos como se o exército de D. João primeiro e do Nuno Álvares Pereira, em lugar de fazer o quadrado em Aljubarrota para derrotar os invasores espanhóis resolvesse parar quando só um dos lados estava feito e dizer ao D. João I: “Ó primeiro! A malta está cansada de andar com estas armaduras e estas espadas pesadíssimas. Queremos primeiro um subsídio de peso. De peso e por causa deste peso. Se não nos deres a malta faz greve”. E o D. João I, do alto do seu quadrúpede já a avistar os espanhóis a responder: “Ó pessoal. A gente está no meio duma guerra e até tínhamos combinado fazer o quadrado. Eles vêm aí e agora não vai dar…”. Mas os valentes heróis ripostaram: “Isso já não é connosco. Enquanto não houver aumentos não há quadrado…”! É claro que se os acontecimentos tivessem sido assim nem Mosteiro havia. Portanto e ainda mal “acomparado”, é mais ou menos isto que aqueles a quem chamam de heróis, hoje, estão a ameaçar fazer. Que diria Florence Nightingale, a enfermeira inglesa a quem chamam a “mãe” da enfermagem moderna e que está na origem do juramento que os enfermeiros fazem aquando da conclusão dos estudos? Florence, que tratava dos soldados anglo-franceses feridos na Guerra da Crimeia que morriam de cólera, não deveria achar grande piada à iniciativa dos nossos “heróis”…

Balha-me Deus!

CUIDADO COM A INFORMAÇÃO

DR

É uma causa própria. Por isso tenho grande aversão às “notícias” das redes sociais em que cada um é “jornalista de ocasião” e ninguém pode ser responsabilizado de mentir, insultar, vilipendiar ao contrário do que acontece nos que intervêm em meios de comunicação social. Mas mesmo nestes, embora com menor gravidade, é preciso ter cautelas. Vejam a diferença que há nos títulos com que dois dos mais credíveis OCS – TSF e DN – deram à notícia sobre o mesmo acontecimento…

Balha-me Deus!

 JUNTA?

Por último a Junta. A coincidência da freguesia com o concelho não justificaria sequer a existência de uma Junta nem de uma Assembleia da dita. Sei que seria inconstitucional, mas é isso que o bom senso dita. Pelo menos o meu. E no que toca a bom senso, se cada um toma o que quer, eu tomo este. Ter uma Junta que quer competências, dinheiro, pessoal e meios para as desenvolver é, digamos, inútil. Não acrescenta nada. Se a Junta não existisse até se poupava algum. Por isso e a não ser por vontade de protagonismo…

Balha-me Deus!

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