As duas noites do Gargalhão – Festival de Comédia de S. João da Madeira agendadas para esta sexta-feira e este sábado, na Casa da Criatividade, foram canceladas, havendo já uma nova data para a sua realização: 18 e 19 de dezembro. O local continuará a ser a maior sala de espetáculos da cidade.

A decisão foi tomada pela câmara, “depois de várias reuniões com responsáveis do Município de S. João da Madeira, tendo em conta o cenário que vivemos esta semana e as diretrizes estabelecidas a nível nacional no que concerne à circulação de pessoas entre concelhos de 30 de outubro a 3 de novembro”, informou o humorista Pedro Neves na sua página do Facebook (FB)  na passada segunda-feira, acrescentando que “os cartazes e os artistas mantêm-se e os bilhetes continuam válidos” para as novas datas.

Em declarações exclusivas ao labor, o mentor do Gargalhão disse compreender esta “atitude preventiva” da autarquia. “Achou-se por bem adiar, tendo-se encontrado uma solução em conjunto [por todos os envolvidos] para se fazer o Gargalhão em dezembro”, referiu ainda, indo ao encontro do que havia escrito no FB: “Todos os comediantes se esforçaram por encontrar uma data em que a disponibilidade de agendas fosse comum e esse esforço demonstra o carinho que têm pelo Gargalhão”.

“É uma medida que não nos agrada, mas que se torna necessária para um bem maior”

Depois de quase 20 dias confinado em casa e em teletrabalho, por estar infetado com Covid-19, Jorge Sequeira já está de volta ao Fórum Municipal, tendo presidido à reunião de câmara desta última terça-feira. A sessão decorreu, uma vez mais, através da plataforma Zoom e pôde ser acompanhada em direto no YouTube.

E por falar em Covid-19, o autarca aproveitou o período de antes da ordem do dia para dar nota do agravamento da situação pandémica não só no concelho, mas também no resto do país, “sobretudo em concelhos da região Norte”. Referindo-se concretamente a S. João da Madeira, disse que “nos últimos dias tem-se verificado uma evolução significativa e forte do número de casos” de infeção pelo novo coronavírus. Daí o seu apelo “a todos e a todas que nos ouvem para que novamente sejam rigorosamente cumpridas as regras da Direção-Geral da Saúde”, a começar pela redução dos contactos sociais ao máximo indispensável, e, também, a recente decisão de “cancelar alguns eventos para os próximos dias” tomada em conjunto com a autoridade de saúde local.

Em seu entender, “esta é uma medida que não nos agrada, mas que se torna necessária para um bem maior” – leia-se saúde pública – e que se vem juntar a outras como, por exemplo, o encerramento dos cemitérios da cidade entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, e a ação de sensibilização levada a cabo em conjunto por elementos da PSP e da Proteção Civil Municipal. Em relação a esta última, o objetivo foi sensibilizar os operadores comerciais, incluindo os do setor da restauração, para o cumprimento das regras de saúde pública aplicáveis e dos normativos legais e regulamentares em vigor.

Para além do Gargalhão, a edilidade adiou todos os outros eventos agendados até ao próximo dia 12 de novembro e que se realizariam nos equipamentos municipais de S. João da Madeira. Entre eles, estão o espetáculo “Agora Também Sou Água” (previsto para 29 de outubro e reagendado para ‪20 de maio de 2021); a conferência “Pensar Futuro”, com Alexandre Quintanilha (programada para este sábado e adiada para nova data a definir); concerto de Amaro Freitas (Novembro Jazz), a 6 de novembro (reagendado para a edição de 2021 deste festival de jazz); “O Saxofone e as Estrelas” (Novembro Jazz), a 7 de novembro (nova data a definir).

No Centro de Arte Oliva, as exposições “Paula Rêgo: O grito da Imaginação” e “Sereno Variável” irão abrir ao público dentro do horário habitual da instituição, mas sem o momento de inauguração que estava previsto para este fim de semana. E a exibição do filme “Pátio das Cantigas” no âmbito do Cine S. João está, também, adiada para data a definir.

Numa publicação feita na sua página do FB na noite de terça-feira transata, o Município agradece a “melhor compreensão” face a esta sua posição, informando ainda que “a realização dos eventos agendados para depois de 12 de novembro será também analisada e que as decisões serão comunicadas oportunamente”.

 

“Devemos ir gerindo a crise à medida que ela evolui”

 O vereador Paulo Cavaleiro (coligação PSD/CDS-PP), depois de reconhecer que, embora não seja a “solução perfeita”, a informação municipal sobre a  Covid-19 “tem vindo a melhorar” e de se mostrar satisfeito por Jorge Sequeira já estar recuperado, perguntou, precisamente, ao presidente “quais são as medidas que a câmara tem previstas para se a situação se agravar no concelho ou na nossa região”.

Não obstante no passado fim de semana se ter registado “um aumento de 34 casos” num só dia, “felizmente”, S. João da Madeira ainda não está no “patamar” de algumas localidades do Norte do país “onde há transmissão comunitária ativa descontrolada, com centenas de casos de infeção diários.

Para já, a situação local está controlada e a ser acompanhada “a par e passo, ao dia”, como referiu o autarca, acrescentando que “devemos ir gerindo a crise à medida que ela evolui”.

O edil disse ainda que “a avaliação é feita com a autoridade de saúde, que investiga os casos e conhece as cadeias de transmissão, e é nesse diálogo constante que vamos avaliando as medidas” a tomar.

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