Deputado do PSD pede “discriminação positiva” para o setor do calçado

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André Neves questionou recentemente o ministro da Economia sobre as medidas de apoio para o setor do calçado e exigiu uma “discriminação positiva”. Segundo nota de imprensa enviada ao labor, o deputado social-democrata à Assembleia da República, eleito por Aveiro, disse a Pedro Siza Vieira que “as medidas de apoio disponíveis para as empresas exigem que estas ‘apresentem resultados positivos no ano transato’” quando, na verdade, “o setor já se encontrava numa crise estrutural antes da crise pandémica”. Ou seja, “é impossível cumprirem os requisitos para aceder às medidas”, avisou André Neves.

Setor tem vindo a perder rendibilidade

Maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas (PME’s), o ramo do calçado, juntamente com o têxtil e vestuário, é responsável por 20% do emprego da indústria transformadora. De acordo com dados do Banco de Portugal e do Instituto Nacional de Estatística, o setor tem exportado cada vez mais, mas tem vindo a perder rendibilidade.

Por esta e por outras razões, o deputado do PSD pediu uma “atenção especial para setores que criam emprego, que são altamente exportadores e que contribuem para a nossa balança comercial” e, também, uma “discriminação positiva”. Aliás, André Neves teme que sem essa discriminação a crise económica e social vá durar por muito mais tempo e alertou que “estamos a falar de emprego pouco qualificado, em idades avançadas e que em caso de desemprego haverá muita dificuldade na reinserção no mercado de trabalho”.

Em resposta, Pedro Siza Vieira referiu – conforme adianta o comunicado recebido pelo nosso jornal – que se encontra a trabalhar de forma estreita com as associações representativas do setor e explicou que os critérios de acesso às medidas são determinados a nível europeu, mas comprometeu-se a avançar com mais iniciativas para o setor.

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