Era uma vez, tantas vezes, aquelas que existirão!

Quando a criança queria ouvir histórias dos antigos,

E de antigas coisas lindas, as das fadas que ainda serão

A inspiração já de avós, netos de tantos perigos.

 

Ouviam-se histórias: umas, de embalar para dormir,

Outras de príncipes guerreiros, a defender sua dama,

Outras de fadas madrinhas, com seu bastão a servir

Os desejos de crianças quando se ia para a cama.

 

Era uma vez o leão, o rei forte da floresta,

Dono das matas cerradas, onde reinavam os medos

Da inconsciência infantil e disso faziam festa,

Com o lar onde viviam os seus infantis segredos.

 

Os três porquinhos clássicos, o capuchinho vermelho,

O lobo mau, o comedor, de sonhos tantos que eram,

O Mickey Mouse, o Patinhas, avarento, o tal espelho,

Da ambição desmedida, e tantos que a beberam.

 

E tantas vezes que foram, as que embalavam o sonho

Duma infância descuidada, mas cuidada pelos pais

Que adormeciam as crias, procurando que o medonho

Arrepio passeasse longe dos seus pantanais.

 

Agora os sonhos são outros, de outras novas realidades

Onde o sonhar está proibido de entrar no quotidiano,

Passando o sonho a ter nas poucas probabilidades

Outro sonho impossível à condição do humano.

Arquivo Labor
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