A minha coluna

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AINDA ME PARTIA A CRISTALEIRA…

No momento em que escrevo os americanos ainda não sabem que Presidente escolheram. Como muitos deles eu também gostava que o Trump tivesse ido à vida dele com a emigrante que adotou antes de mandar construir o muro para que outros emigrantes não se aproximassem. É esse o momento por que espero para dar uso às taças de champanhe que tenho na cristaleira e à garrafa de espumante que coloquei no frigorífico. Mas está complicado. Ainda não sabemos se o homem vai ou não e, dizem as notícias, os americanos não são de fiar e nas mais das vezes governa quem tem menos votos populares. Pelos vistos os americanos já tinham inventado a geringonça algumas centenas de anos antes de sabermos o que isso era. Eu gostava que o Biden ganhasse. Ainda tentei encontrar nas televisões alguém que afirmasse que gostaria que fosse o Trump a ganhar, mas nada. Nem o Paulo Portas, nem o Marques Mendes…. Acho que nem sequer o Júdice. Por isso estou à vontade para gostar do Biden. É um sujeito simpático e tem também a seu favor uma muito simpática vice, a Kamala. O Biden é aquele sujeito a quem convidaríamos a entrar em nossa casa, a sentar-se no sofá e a beber um copo. Estaria disponível para ouvir as nossas histórias e não deixaria, com bonomia e educação, de contar também uma das suas. Com o Trump a coisa seria diferente. Se entrasse, a grande preocupação era fazê-lo ouvir: “Cuidado menino grande, que há aqui coisas que são de partir…” Não. Com o Trump o mais certo era vê-lo andar pela sala a mexer em tudo com aquele sobretudo comprido a destapar a gravata que lhe chega aos…joelhos e, certo-certo, era ele dar um encontrão na cristaleira e partir as taças de cristal, muito antigas, que a minha Mãe nos deu e que estão reservadas para a noite em que ele perca a eleição. Espero poder usá-las.

Balha-me Deus!

 

JÁ NÃO HÁ PACHORRA…

… Para telejornais, principalmente. E não é só por causa do covide. É porque os jornalistas das televisões andam sempre à procura de uns tipos que representem uma qualquer associação de que ninguém ouviu falar para opinar sobre uma decisão da DGS, da ministra, do governo ou até do Marcelo. Se consta que o governo vai colocar funcionários públicos, do Estado, para fazer telefonemas do rastreio lá vem o sujeito da UGT e mais um de cada sindicato dizer que é preciso cuidado porque que nem todos os funcionários têm competências para… Para fazer uns telefonemas? Se o governo diz que os militares vão… vem um tipo da associação de sargentos, outros da dos praças, outro da dos funcionários da manutenção dos aviões militares, outro da associação dos instrutores, outro dos marinheiros de 2ª classe e por aí fora, todos para avisarem o governo que não senhor, não pode ser assim porque a manta é curta e os militares estão em muitas missões ao mesmo tempo. Estão? A sério? Onde?

Balha-me Deus!

 

FALTA ALI QUALQUER COISA

“…parece a Síria depois de um bombardeamento…”– Foi assim que aquele meu amigo de quem às vezes vos falo se referiu à Luís Ribeiro em obras. Disse-me que queria passar de um lado para o outro e que não havia qualquer indicação de circulação pedonal, o que fazia muita falta porque os de um lado querem ir para o outro e vice-versa. Antigamente, quando lá passava a EN1, era normal haver montes de pessoal em cada um dos lados para apreciar o trânsito e para ver quem estava no lado oposto. Por isso é normal que agora, sem trânsito pelo meio, o pessoal queira andar de um lado para o outro. Esse meu amigo, que já esteve emigrado, contou que em algumas obras públicas na França viu até uns painéis e a explicar aos transeuntes o que vai nascer das obras e que isso ajudava o povo a perceber por que razão era difícil passar de um lado para o outro. Na opinião dele esse tipo de painéis explicativos faz ali falta. E seria útil. Seria como que uma visão do futuro…da Praça.

Balha-me Deus!

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