Ao fim de três anos, 60 milhões de euros de investimento privado não convencem coligação 

 

Aquela que, segundo palavras de Paulo Cavaleiro, “devia ser a nossa galinha dos ovos de ouro” por se tratar do “último espaço para atrair empresas” de que o concelho dispõe, “está a ser desaproveitada”.

Para o vereador e outros elementos da coligação, entre os quais os presidentes do PSD, Susana Lamas, e do CDS-PP, Ricardo Mota, a câmara podia e devia fazer mais pela Zona Industrial (ZI) das Travessas, cuja ampliação para Sul foi inaugurada a 16 de maio de 2016 pelo então autarca Ricardo Figueiredo.

Desde então, tem-se “visto pouco desenvolvimento”, chamou à atenção a líder social-democrata numa conferência de imprensa dada pela oposição esta última terça-feira. Em seu entender, há pormenores como a “falta de limpeza e da vegetação” daquele novo espaço industrial, onde decorreu o encontro com os jornalistas, que fazem toda a diferença quando o assunto é atrair investimento para a cidade. Ainda mais quando para aquela zona das Travessas estavam previstos “1.500 postos de trabalho” e “100 milhões de euros de faturação anual”. 

Atual executivo acusado de “estagnação” 

Acusando o atual executivo municipal de estar estagnado a nível de investimento, Susana Lamas ainda deu como exemplo o que se está a passar com a Sanjotec – Parque de Ciência e Tecnologia de S. João da Madeira, a Oliva Creative Factory e o TECNET, este último um “evento de grande importância” que deixámos de ter” e que seria “uma boa forma de promoção” do pouco território industrial que ainda há em S. João da Madeira.

“Já lá vão três anos e a sensação que temos é de estagnação, é de muito pouco para a cidade que somos”, disse a número um do PSD local, acrescentando: “É preciso andar atrás, não basta ter os equipamentos. É preciso muito mais”. Aliás, por ser desta opinião, questionou mesmo: “Fala-se nos 60 milhões de investimento privado: gostaríamos de saber quais foram as novas empresas que vieram para S. João da Madeira e já agora saber também aquelas que infelizmente também saíram”.

Susana Lamas foi mais longe nas “alfinetadas” à maioria afirmando que “se ele [Jorge Sequeira, como ‘diretor comercial’] for assim é melhor tirar outro curso”.

E alinhando pelo mesmo diapasão, Paulo Cavaleiro perguntou o que a edilidade fez para dinamizar o espaço que tem na ZI das Travessas e para trazer novo investimento para S. João da Madeira: “Qual a ação que teve para captar novo investimento para esta área? Foi a feiras de investimento imobiliário? Fez anúncios em revistas de especialidade? Juntou empresários?”.

“Como diretor comercial da empresa ‘câmara’”, Jorge Sequeira não convence a oposição

Também o homólogo do CDS-PP não poupou nas críticas à maioria, em particular ao presidente do Município. Ricardo Mota começou por fazer ver que os tais 60 milhões de euros de investimento “têm a ver com a vontade própria dos sanjoanenses”, com o facto “de serem pró-ativos, empreendedores e de quererem investir na sua sociedade [em S. João da Madeira] sempre que possível”, não se refletindo neste valor o trabalho da câmara “para reter esse investimento ou para atrair outros”.

De acordo com o centrista, “muito” destes 60 milhões de euros “vem já de executivos anteriores”, “caiu-lhe no colo [de Jorge Sequeira]. Na sua ótica, “o que se vê é sorte”.

“Como ‘diretor comercial’ (como o próprio Jorge Sequeira se autointitulou aquando da campanha eleitoral], olhando para aquilo que está a tentar vender ou atrair, olhando para este jardim [a precisar de ser limpo] vemos que não está atento àquilo que tem”, sublinhou ainda Ricardo Mota.

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