“Kingsbridge: o amanhecer de uma nova era”, de Ken Follett

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Corre o ano de 997 d. C., aproximando-se o final da Idade das Trevas. A Inglaterra enfrenta os ataques dos galeses vindos do Oeste e dos viquingues a Leste. Os poderosos usam a justiça a seu bel-prazer, ignorando o povo e entrando muitas vezes em conflito com o rei. Na ausência de leis claras, reina o caos.

Nestes tempos conturbados, cruzam-se os destinos de três personagens. A vida de um jovem construtor de barcos é arruinada quando o único lar que conhece é atacado pelos viquingues, obrigando a que ele e a sua família mudem de terra e recomecem a vida num lugarejo ao qual não se conseguem adaptar… Uma mulher nobre da Normandia casa-se por amor e segue o marido até uma terra nova além-mar. Contudo, os hábitos da nova pátria são profundamente diferentes e, à medida que começa a aperceber-se de que, em seu redor, se desenrola uma luta constante e brutal pelo poder, compreende que um único passo em falso poderá redundar em catástrofe… Um monge tem o sonho de transformar a sua humilde abadia num centro de conhecimento que suscite a admiração de toda a Europa. E os três entram num perigoso conflito com um bispo arguto e impiedoso que tudo fará para aumentar a riqueza e o poder que detém.

Há 30 anos, Ken Follett publicou o seu romance mais célebre, “Os Pilares da Terra”. Agora, a nova prequela magistral, “Kingsbridge: o amanhecer de uma nova era”, leva-nos numa viagem épica a um passado rico em ambição e rivalidade, mortes e nascimentos, amor e ódio, que termina quando se inicia “Os Pilares da Terra”.

 

“Felicidade”, de João Tordo

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Lisboa, 1973. Nas vésperas da revolução, um rapaz de 17 anos, filho de um pai conservador e de uma mãe liberal, cai de amores por Felicidade, colega de escola e uma de três gémeas idênticas.

As irmãs Kopejka são a grande atração do liceu: bonitas, seguras, determinadas, são fonte de desejos e fantasias inalcançáveis. Respira-se mudança – a Europa a libertar-se das suas ditaduras e Portugal a despedir-se da velha ordem – e vive-se a promessa da liberdade, com todos os seus riscos e encantos. É neste tempo e neste mundo, indeciso entre tradição e modernidade, que o nosso narrador cai num abismo pessoal.

A primeira noite de amor com Felicidade acaba de forma trágica e o jovem vê-se enredado na malha inescapável das trigémeas Kopejka, três Fúrias que não tem poderes para controlar. À semelhança de uma tragédia grega, o herói encontra-se subjugado por forças indomáveis, preso entre dois mundos.

“Felicidade” é uma história de amor e assombração nas décadas que transformaram Portugal. Um romance repleto de ironia e humor, de remorso e melancolia, em que João Tordo aborda os temas do amor e da morte e das pulsões humanas que os unem.

 

Nota: estes livros estão disponíveis na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo

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