ADS desfalcada perde frente ao Feirense

Campeonato Nacional da 2.ª Divisão de Seniores Femininos

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CD Feirense, 29 – AD Sanjoanense/Rokefil, 18

Jogo no Pavilhão Gimnodesportivo de S. João de Ver.

Árbitros: Vasco Valente e Artur Gonçalves.

CD Feirense: Inês Secretário, Ana Ribeiro, Rita Mota, Ana Ferreira (1), Inês Sousa, Maria Sousa, Leonor Silva (1), Ana Cardoso (4), Francisca Gonçalves (1), Mariana Bastos (2), Lia Gomes (1), Rute Mota, Inês Silva (3), Lara Guedes, Luciana Rebelo (6), Mariana Silva (10).

Treinadora: Carla Barbosa.

AD Sanjoanense/Rokefil: Ana Vaz (2), Maria Leite (10), Andreia Fernandes (2), Suelma Soares, Inês Alves, Mónica Agrela (4).

Treinador: Cláudio Alves.

Ao intervalo: 18-10.

Foi com uma equipa extremamente desfalcada que a Sanjoanense entrou na nova época, situação que acabou por levar à suspensão da relação institucional com o clube adversário (ler texto abaixo). No primeiro jogo do campeonato, depois do adiamento das primeiras jornadas pelo facto do plantel alvinegro ter várias jogadoras em confinamento, o conjunto de S. João da Madeira sofreu uma derrota na deslocação a S. João de Ver para defrontar o vizinho Feirense.

Com apenas seis elementos e sem soluções, a equipa alvinegra não teve argumentos para contrariar o jogo do adversário, que ao intervalo já comandava confortavelmente o marcador, com oito golos de vantagem (18-10).

Na segunda parte, apesar das dificuldades, a Sanjoanense trouxe algum equilíbrio ao jogo, mas sem conseguir anular a progressão do Feirense, que com um parcial de 11-8 garantiu a conquista de mais três pontos.

No próximo domingo a Sanjoanense recebe, no pavilhão das Travessas, o ACD Monte, jogo referente à segunda jornada do campeonato.

Andebol alvinegro suspende relação institucional com CD Feirense

A secção de andebol da Associação Desportiva Sanjoanense emitiu um comunicado onde informa que “suspende toda e qualquer relação institucional com a secção de andebol do CD Feirense”. Em causa está o jogo de domingo entre a formação de Santa Maria da Feira e a equipa alvinegra, que tem “sete jogadoras em confinamento motivado pela pandemia”, levando a que a Sanjoanense se apresentasse na partida “com apenas seis atletas, das quais duas guarda-redes”, depois do CD Feirense “recusar o adiamento”, posição que considera um “claro aproveitamento da situação”. “Durante a semana que precedeu o jogo, a AD Sanjoanense tentou apelar ao bom senso e desportivismo do clube adversário, no entanto sem sucesso”, pode ler-se na nota publicada, pelo clube alvinegro, que acrescenta que por considerar que “há valores maiores do que uma vitoria sem honra e porque no desporto não vale tudo, a direção da secção de andebol da AD Sanjoanense, suspende toda e qualquer relação institucional com a secção de Andebol do CD Feirense”.

A equipa de Santa Maria da Feira respondeu da mesma forma e num longo comunicado esclarece que o jogo, referente à terceira jornada, estava inicialmente agendado para 14 de novembro, mas que “foi solicitado diretamente ao Clube Desportivo Feirense a alteração da data da partida (reagendada para 22 de novembro), devido ao surgimento de casos de Covid-19 na equipa da AD Sanjoanense”, assegurando, no entanto, que para este encontro “nenhum dirigente ou técnico da AD Sanjoanense” contactou a secção de andebol do CD Feirense ao longo da última semana “apelando ao que quer que fosse”. “Na passada quinta-feira, a Associação Desportiva Sanjoanense solicitou à Associação de Andebol de Aveiro a alteração da data desta partida, alegando que algumas atletas teriam de continuar em confinamento”, refere o clube vizinho, esclarecendo que, entretanto, nada mais lhe foi comunicado, mas que no dia do encontro elementos ligados ao clube alvinegro “acabaram por confessar que, em conversa telefónica com responsáveis da Associação de Andebol de Aveiro, a mesma teria recusado o adiamento da partida, pois o clube não conseguia apresentar documento atestatório da necessidade de confinamento das atletas”.

Sublinhando que “nunca se pronunciou sobre este segundo pedido de adiamento, logo nunca o recusou, ao contrário do afirmado pela AD Sanjoanense”, a formação de Santa Maria da Feira, que lamenta a tomada de posição do clube alvinegro, destaca, no entanto, o facto de neste encontro ter optado por “retirar por sua iniciativa uma atleta do campo, durante os 60 minutos, jogando também com seis atletas”.

José Pedro Silva, responsável pela secção de andebol do clube alvinegro, assegura, contudo, que “a ADS fez várias insistências durante a semana que precedeu o jogo utilizando na última semana a AAA como exclusivo intermediário, uma vez que o Feirense estava mais preocupado em fazer os três pontos”, e sublinha que a Associação de Andebol de Aveiro (AAA) “tudo fez para que se chegasse a um entendimento”. O dirigente reconhece, no entanto, que na altura não foi possível comprovar o confinamento das atletas. “Trata-se de confiar no que as pessoas dizem e comprovar depois. O CD Feirense estava convencido que não tínhamos atletas inscritas pelo que achou que fazíamos bluff e forçou a realização do jogo”, aponta o responsável alvinegro, que admite não ter dúvidas que a “atitude foi sempre com o primeiro objetivo de prejudicar a ADS”. “É normal haver alguma rivalidade pela proximidade e pelas trocas de atletas em ambos os sentidos que vão surgindo. Sempre tivemos uma posição de aproximação com esse clube, mas não podemos deixar esta situação em branco”, conclui José Pedro Silva, que justifica, assim, decisão de suspender as relações institucionais.

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