Um deles deverá ser apresentado ainda este ano. O outro no início de 2021

 

A Cultura é uma das áreas mais afetadas pelas restrições impostas pela pandemia de Covid-19. E contra factos não há argumentos. Com o encerramento do Museu da Chapelaria e do Museu do Calçado, entre meados de março e maio, “verificou-se uma
diminuição drástica no número de visitantes, com particular expressão no público estrangeiro”, deu a conhecer Joana Galhano, diretora de ambos os museus, ao labor.

Apesar de “ao longo deste período de confinamento os museus terem procurado chegar até aos seus públicos usando as redes sociais e propondo regularmente desafios, visitas guiadas e propostas pedagógicas diversificadas, que giravam em torno das suas exposições e coleções”, era preciso mais. E porquê? “Porque o digital não substitui o contacto pessoal e porque tão cedo a dita normalidade não irá regressar, iremos continuar a desenvolver propostas em duas frentes: uma, para os públicos que continuam a vir aos museus, propondo- lhes novas formas de usufruir das nossas exposições e, outra, para quem está em casa ou está impedido de vir a S. João da Madeira, inclusive, público estrangeiro”, revelou a diretora dos museus. Nesse sentido “já começámos a desenvolver um novo projeto de visita virtual” para o Museu da Chapelaria e o Museu do Calçado que “muito em breve espero apresentar publicamente”, avançou Joana Galhano ao labor.

Embora esteja a ser desenvolvido para ambos os museus, o projeto vai ser apresentado de forma individual. “Espera-se que a visita do Museu do Calçado possa ser apresentada ainda este ano e a do Museu da Chapelaria, se tudo correr como planeado, no início de 2021”, adiantou a diretora, dando alguns pormenores sobre as visitas ao nosso jornal.

“As visitas são construídas em 3D, dando ao visitante a perceção de estar dentro do museu podendo, ele próprio, escolher o tipo de visita e o nível de conteúdos que pretende ver”. Em cada visita “há, naturalmente, uma orientação geral de percurso, mas esta será livre de ser seguida ou não. O visitante poderá iniciar a visita pela receção ou dirigir-se, de imediato, a um dos núcleos temáticos das salas expositivas”.
Em todo este processo “tem havido uma forte preocupação em fazer com que os conteúdos não sejam estáticos levando a que, deste modo, cada visita se torne dinâmica traduzindo-se numa mais-valia para o visitante, pois, de cada vez que a rever irá encontrar novos conteúdos”, antecipou Joana Galhano ao labor.

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