Agora é vê-las de tons, dos mais variados tons,

Uma espécie de desfile, a nova moda corrente,

Do branco ao breu carregado, do azul aos verdes bons

P´ra o estilista sempre atento “aos tempos do frio ao quente”

 

Quem será que ali vem, com uma máscara de bonecos,

Será fulano ou sicrano, será velho, será novo,

Será um qualquer bacano, de algum jogo de matrecos,

Será gente como a nossa gente, gente de bem e do povo?

 

E alçamos o nariz, e por cima o nosso olhar,

Fungamos ditos à sorte, para ver se descobrimos,

Por baixo dos véus do rosto, quem será, quem vai passar,

Cruzando com os nossos passos, pois que dele não fugimos?

 

Por muito que a gente queira, cada vez é mais custoso;

Muda-se num ápice agora, de máscara, outro visual,

Que não é o mesmo de ontem, mais ou menos mais vistoso,

Não se olha a preços hoje, com tal moda universal!

 

E escolhe-se o modelo, a condizer com o cabelo,

Com o fato e o calçado, com o estado da nossa mente,

Com as emoções do dia, um desafio em sê-lo,

Cada vez mais atual, esteja-se triste ou contente…

 

As nossas máscaras agora, usamo-las na correnteza

Das nossas rotas diárias, sem dar conta da tragédia,

Pois ao usá-las nossa vida passa do alegre à tristeza,

Passa-se “no struggle for life” da tragédia para a comédia.

 

Arquivo Labor

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