“A Verdade Dói” é o nome da exposição-instalação que dá voz a 27 mulheres diferentes na idade, na nacionalidade e no estatuto social, mas iguais enquanto vítimas de violência em determinado momento da sua vida. Estas mulheres vivem todas em Portugal e decidiram contar a sua história que é ilustrada com sapatos que não pertencem a nenhuma delas.
A ideia é levar os dos visitantes a sentir cada uma das suas palavras desde a cabeça até aos pés, isto é, desde o momento em que a leem e veem até quando a calçam e carregam o seu peso ao longo da exposição-instalação.
“A Verdade Dói” pode ser visitada desde 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, no Museu do Calçado, responsável pela exposição-instalação em parceria com a UMAR – União Alternativa Mulheres e Resposta e da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.
O objetivo foi assinalar o dia no próprio dia e, ao mesmo tempo, homenagear todas as vítimas de violência de género.
“Servindo de alerta para um profundo flagelo social que é a violência de género procuramos, aqui, educar os públicos sobre as mais diversas formas de comportamento abusivo, muitas das quais inconscientemente não são tidas como tal. Procura-se também sensibilizar os públicos para a importância de falar, de não se optar por ignorar as situações, mas antes denunciá-las”, afirmou Joana Galhano. É por isso que “todos os visitantes são convidados a calçar os sapatos de todas estas mulheres e a deixar-se sentir a sua dor, o seu medo e a sua incompreensão, mas a sentir também a sua coragem de dar um passo em frente e dizer: Chega!”, completou a diretora do Museu do Calçado ao labor.
A inauguração de “A Verdade Dói” contou com a presença de Jorge Sequeira, presidente da câmara, Paula Gaio, vereadora e Conselheira Interna para a Igualdade, Joana Galhano e de alunos dos Cursos Profissionais “Técnico de Análises Laboratoriais” e “Técnico Profissional de Multimédia” da Escola Secundária Oliveira Júnior, que irão desenvolver trabalhos curriculares sobre as temáticas presentes no Museu do Calçado, entre as quais a violência de género.
Todos os visitantes do Museu do Calçado serão convidados a deixar um testemunho escrito sobre o que sentiram ao estar em contacto com a temática da violência de género, nesta exposição, que se insere no projeto “Sapatos que Pensam”, desenvolvido por este equipamento cultural de S. João da Madeira desde 2019. Relembramos que no ano passado o Museu do Calçado recebeu a exposição “Não sejas cúmplice: dá um passo em frente contra o femicídio” como homenagem às 28 mulheres assassinadas em 2018.

A exposição-instalação “A Verdade Dói” pode ser visitada até ao dia 19 de fevereiro de 2021 no Museu do Calçado.

 

Estruturas de apoio à vítima

 

Polícia de Segurança Pública
Gabinete de Apoio à Vítima funciona todos os dias, das 8h00 às 20h00, na esquadra da PSP sita na Rua Alão de Morais. Há possibilidade de atendimento fora deste horário.
As vítimas e/ou outros denunciantes também podem ligar para os números 256 815 000, 256 815 008 ou ainda para o 112.

Espaço Aurora
A Câmara Municipal de S. João da Madeira criou uma nova estrutura na cidade para dar resposta à violência doméstica e de género, o Espaço Aurora, em setembro de 2020, com o objetivo de promover a capacitação e autonomização das vítimas.
O atendimento presencial é feito de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, na câmara municipal. Já os contactos podem ser feitos através do telemóvel 966 754 024, com voicemail ativo 24 horas, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h30, ou através do email aurora@cm-sjm.pt.
O trabalho destas duas estruturas é articulado com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, a quem apenas e só deve ser feita denúncia de casos de violência se envolver crianças/jovens (o contato pode ser anónimo e presencial no 2.º andar da Casa das Associações, sita na Av. Dr. Renato Araújo), pelo telefone 256 822 224, email cpcj.saojoamadeira@cnpdpcj.pt ou Messenger da CPCJ através da página do Facebook Cpcj SjMadeira), com a Segurança Social, o Centro Comunitário da Associação de Jovens Ecos Urbanos e o Centro Comunitário Porta Aberta da Santa Casa da Misericórdia.

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