Devido à pandemia, o recital foi gravado e transmitido online 

 

À segunda foi de vez para o recital da flautista Juliana Dias acompanhada do pianista Rafael Araújo. Depois de ter visto a sua atuação marcada para março deste ano ter ficado sem efeito, a do passado dia 28 de novembro, prevista para as 17h00, não foi adiada, mas foi diferente.
Os artistas gravaram a atuação nos Paços da Cultura para que fosse transmitida posteriormente através da página da Câmara Municipal de S. João da Madeira na rede
social Facebook.
“Reagi com ânimo ao reagendamento do recital, mesmo sendo em formato de gravação, sem público. Considerei-o uma oportunidade para demonstrar o trabalho que tenho vindo a realizar, nomeadamente na fase ingrata que estamos a ultrapassar enquanto artistas”, disse Juliana Dias ao nosso jornal.
Para a flautista foi “uma excelente opção dar continuidade ao projeto, tanto para mim como para as entidades locais” porque “promover a cultura é com certeza uma prioridade”.
A professora Eva Morais fez o convite a Juliana Dias para participar nesta que foi a sua estreia no Musicatos e nos palcos de S. João da Madeira. A flautista agradeceu a oportunidade à Academia de Música de S. João da Madeira pelo convite e a todas as pessoas que tornaram possível o projeto, em especial o pianista Rafael Araújo.
O novo repertório escolhido incluiu peças em que Juliana Dias está a trabalhar no momento. Cantabile et Presto de Enescu e Piazzolla, é “uma peça que aprecio muito
devido ao seu centenário de nascimento em 2021”, revelou a flautista ao labor.
Entre todos os instrumentos que podia ter aprender a tocar, a escolha da flauta transversal esteve relacionada com o “timbre, a versatilidade de caráter que possui e o notável repertório existente”, deu a conhecer a flautista que tem como intenção seguir uma carreira ligada à música. A seu ver, o futuro da cultura e dos artistas, “assim como o de qualquer outra área, é indefinido”, mas “devemos procurar ser aquilo que ambicionamos independentemente das oportunidades que nos disponibilizam, que como sabemos em Portugal, para os artistas, são escassas”. Em relação à adaptação dos públicos aos novos horários para assistir a espetáculos culturais e, em último recurso, gravações dos mesmos nos meios online, “julgo que qualquer músico sente necessidade de fazer e escutar música ao vivo, sendo que a sua substituição nunca será apreciável. A pandemia fez-nos renovar as nossas rotinas, não os ideais, acredito que nos adaptaremos facilmente a novos horários”, considerou Juliana Dias ao labor.
Aos nossos leitores relembramos a entrevista feita a esta artista publicada na edição
de 12 de março deste ano que também está disponível no site do labor (www.labor.pt).

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