Cadeira de dentista sim, mas mais ambição também!

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Na passada semana, até parecia que o tempo não andava, ou que se repetia, como vemos em alguns daqueles filmes em que os atores principais são forçados a repetir o mesmo dia várias vezes, até perceberem que têm de agir bem e reconhecer os seus erros, para que possam acordar no dia seguinte e tudo evoluir de uma forma positiva.
O mesmo se passa com o orçamento da Câmara Municipal que é uma cópia da ambição de todos os orçamentos que este executivo apresentou, anteriormente, nenhuma, nada! “É mais do mesmo”, é uma afirmação do género, “Não nos quisemos cansar muito, porque estes 4 anos estavam garantidos, com esta maioria absoluta e vamos deixar todo o desenvolvimento do potencial da nossa cidade para o próximo mandato, se tudo nos correr bem!”
Na verdade, na semana passada depois de ler o primeiro parágrafo da crónica do líder do PS local, compreendi o que se passa na cabeça deste executivo camarário. Até parece que não querem ver que provocaram a estagnação da ambição do município e deram largas à imaginação, medidas avulsas que não passam de floreados com o intuito de levar os Sanjoanenses a acreditar que muito tem sido feito, quando na verdade de seu ou do seu programa há apenas uma mão cheia de pouco mais que nada. Se não, vejamos e analisemos o programa eleitoral e será bonito de ver quais das promessas inovadoras ou
diferenciadoras que prometeram e que foram, de facto executadas? É que a esse programa não é possível fazer, como em todos os orçamentos apresentados por este executivo, em que para se fazer aumentar a taxa de execução se baixa o orçamento nos últimos dias do ano.
Todos os que tal como eu acompanham as reuniões de Câmara ou as Assembleias Municipais, percebem que sempre que o executivo é acusado de ser lento, de ser reativo, de não ser proativo, de não ter ambição nem ter uma ideia do que quer que seja para a nossa cidade, o Sr. Presidente carrega com aquilo que alguns já chamam de “cassete eleitoral”, em que diz que nenhuma das afirmações são verdadeiras, porque o executivo já fez inúmeras atividades e obras e, passa a enumerá-las: a cadeira de dentista, as vacinas, etc.. Mas, o que este executivo ainda não percebeu é que são grãos de areia e que por muitos que possam ser não servem para atirar uma mão cheia dela para os olhos dos Sanjoanenses.
Confesso que gostei de ler a carta da Drª Susana Lamas, porque (entendo eu) apesar, de estar carregada de sentido irónico, reflete aquilo que os Sanjoanenses pensam. É muitíssimo importante a cadeira de dentista, sem dúvida, mas aquilo a que os Sanjoanenses estavam habituados desde o 25 de abril pelos executivos anteriores é que se pensasse com ambição, era expectável que um partido que ambiciona o poder há tanto tempo tivesse um plano que incluísse várias cadeiras de dentista, assim como o edifício com o qual se pudesse dizer que São João da Madeira lidera nos cuidados de saúde oral na região e no país (e sim, eu sei que estou a exagerar na construção do edifício, mas é porque temos de ver a floresta e não apenas a árvore).
Essa foi sempre a ambição dos Sanjoanenses, Liderar! Inovar!
Confesso também que já que falamos de atirar areia para os olhos dos Sanjoanenses não gostei de ver o PS, comparar alhos com bugalhos, no que diz respeito às novas construções
licenciadas em São João da Madeira. Dizer que numa altura de extrema crise económica como a que foi provocada, pelo Socialista José Sócrates e a negociação socialista, do acordo com a Troyka, que em São João da Madeira, o licenciamento e construção de novos edifícios de habitação foi quase inexistente, é na realidade um facto, mas associar essa falta de poder económico privado à atuação dos executivos camarários é no mínimo injusto. Pergunto eu, se esse rácio em outras grandes cidades não foi semelhante?
O que diria então Manuel Cambra a este executivo? Decerto, lhes chamaria de meninos, porque se quiserem então comparar a quantidade de imóveis licenciados nos anos 80 ou 90, para os que licenciaram durante esta governação estão decerto a léguas de distância! E, acrescento eu, não será só em termos de licenciamentos…
Eu quero mais para a minha cidade!

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