Da desfaçatez apontada à leviandade adotada

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À recente entrevista ao Labor do Presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira, Jorge Sequeira, seguiu-se um direito de resposta de Susana Lamas, Presidente da estrutura local do PSD. Uma resposta nervosa, que aponta uma suposta “desfaçatez” e que fica marcada pela tentativa de justificação, na forma de história mal contada, do processo relacionado com os lotes de terreno da nova Zona Industrial – que, apesar da fácil resolução nunca havia sido solucionado pelos anteriores executivos –, bem como por uma reflexão muito redutora sobre o contrato de gestão delegada e as obrigações da Águas de S. João e da Câmara Municipal em todo o contexto. Mas não se fica por aqui… No final, Susana Lamas refere que “se alguma utilidade esta entrevista teve foi mostrar como o Presidente da Câmara se contenta com muito pouco”, atirando, em jeito de remate, que “ficamos todos esclarecidos quando ele próprio afirmou que a iniciativa que melhor marcou o seu mandato foi o investimento numa cadeira de dentista” e que, por isso, “estamos conversados”.

Pois bem, sem querer entrar no detalhe comunicacional – até porque na dita entrevista Jorge Sequeira não se refere à Cadeira de Dentista como “a medida”, mas sim como “uma das medidas” que mais o impressionou –, “se alguma utilidade este direito de resposta teve” foi mostrar-nos a leviandade com que alguns temas são tratados no seio da oposição.

Desde a sua instalação, realizaram-se 2.500 consultas de medicina dentária – duas mil e quinhentas! –, que abrangeram população sanjoanense de várias idades, incluindo pessoas que, até então, nunca tinham beneficiado de tratamentos de saúde oral. E não falamos apenas de jovens, mas também de adultos e até idosos que, até há bem pouco tempo e por motivos vários, não sabiam o que era uma consulta de dentista.

Voltando à entrevista concedida ao Labor, Jorge Sequeira reforça o que já havia garantido em campanha para as últimas eleições autárquicas: que não está cá “para fazer obras de pompa e de circunstância nem obras faraónicas”, mas sim para “resolver problemas concretos das pessoas”. E isto é algo que deve ser valorizado.

Hoje, por ação conjunta do executivo do Partido Socialista, da Junta de Freguesia e do Governo, São João da Madeira dispõe de uma Cadeira de Dentista, de raio-x e de equipamento variado que está ao serviço da população, garantindo uma resposta até aqui inexistente. Dispõe de um programa municipal de vacinação, que prevê que os bebés sanjoanenses nascidos desde 1 de janeiro de 2018 possam receber gratuitamente a vacina contra o rotavírus. Dispõe de um serviço de TUS (Transportes Urbanos Municipais) que, depois de ter sido tornado gratuito para os estudantes da cidade, ficará disponível sem custo para toda a população em 2021. Dispõe de um maior número de bolsas de estudo para jovens estudantes sanjoanenses, que promovem condições de igualdade de acesso à formação académica superior. Não é necessário um exercício muito profundo para que percebamos que, na verdade, São João da Madeira dispõe, hoje, de mais e melhores ferramentas de âmbito social e de saúde, com real impacto na vida dos seus cidadãos. E isto é algo que não pode ser abordado com leviandade ou desvalorização. É algo fraturante, que muda mentalidades e que ajuda realmente a melhorar a vida dos sanjoanenses. Sem pompa ou circunstância, mas com sensibilidade política e, acima de tudo, social.

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