“Não é aceitável que as pessoas liguem 30 vezes e ninguém atenda”, deu a conhecer o vereador Paulo Cavaleiro

A pandemia alterou o sistema de atendimento ao público na Loja do Cidadão instalada no Fórum Municipal, na Avenida da Liberdade, em S. João da Madeira, à semelhança do que aconteceu com outros serviços públicos.

Todos os atendimentos para os serviços existentes neste espaço passaram a ser agendados com antecedência. Os atendimentos presenciais passaram a ser feitos apenas e só às pessoas com marcação prévia através de telefone ou da internet. Já os cidadãos sem marcação não são atendidos.

Em teoria o novo sistema de atendimento ao público da Loja do Cidadão funciona, mas na prática não está a conseguir dar resposta aos pedidos de alguns cidadãos, pelo menos através do telefone, o que leva à sua deslocação presencial sem marcação.

“Ninguém consegue falar com essa entidade para levantar o Cartão de Cidadão. Não é aceitável que as pessoas liguem 30 vezes e ninguém atenda. Elas vêm ao espaço e são quase insultadas quando ninguém as atende”, deu a conhecer Paulo Cavaleiro, vereador da coligação PSD/CDS-PP, durante a reunião de câmara realizada a 11 de dezembro por videoconferência, lamentando que numa altura em que “o país e os privados estão a trabalhar com as condicionantes que sabemos, alguns serviços públicos continuam como se estivéssemos no início da pandemia”.

Câmara não é responsável pela gestão da loja, mas deve relatar a situação ao Governo

Apesar de o presidente da câmara não ser responsável pela gestão da Loja do Cidadão, tem de “ajudar a resolver o assunto” ao relatar “esta situação da Loja do Cidadão, da Segurança Social e de outros equipamentos públicos” ao Governo, considerou o vereador da oposição, avisando que isto “está a tornar-se desesperante para as pessoas”. “Obviamente que acompanhamos e tentamos sempre intervir quando há questões que podemos melhorar e representar os cidadãos”, mas “a gestão da loja está a cargo do Ministério da Justiça e não da câmara municipal”, esclareceu Jorge Sequeira.

De acordo com o autarca, as dificuldades de funcionamento da Loja do Cidadão estiveram relacionadas com o encerramento do espaço durante algum tempo devido à Covid-19 e com um problema tecnológico. A falta de resposta aos telefonemas dos cidadãos foi provocada por “um bloqueio do sistema de chamadas telefónicas do Ministério da Justiça” que “afetou muitas lojas”, incluindo “a nossa” em S. João da Madeira, mas “penso que, entretanto, está resolvido”, afirmou Jorge Sequeira. Contudo, as queixas sobre dificuldades em contactar a Loja do Cidadão aconteceram quarta, quinta e sexta-feira passadas, logo “os problemas não estão resolvidos”, alertou Paulo Cavaleiro.

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