Jorge Sequeira defende que “o foco continua a ser o acesso ao Porto”, mas não nega que se a linha ferroviária “puder ser reabilitada na sua totalidade é melhor para todos” 

 

No período de antes da ordem do dia (PAOD) da Assembleia Municipal (AM) de 17 de dezembro, realizada por videoconferência, Susana Lamas trouxe a público a tão propalada reabilitação da Linha do Vouga, “tema recorrente”, conforme disse, tanto em sessões da AM como em reuniões de câmara.

Naquele dia fazia precisamente dois anos que a deputada da coligação PSD/CDS-PP havia perguntado ao presidente da câmara qual era “o ponto da situação”.  Passados dois anos, além de relembrar que Jorge Sequeira tinha defendido na altura “a importância da ligação ao Porto”, perguntou qual é a sua posição agora, uma vez que uma notícia saída naquela semana n’ O Regional dava nota que “enquanto o PS dá importância à ligação ferroviária a Aveiro, para o PSD a prioridade é a ligação ao Porto”.

Susana Lamas, para quem “a Linha do Vouga, no fundo, é o nosso metro”, ainda recordou que “há [agora] uma verba de 100 milhões do Governo que permitirá avanços decisivos”.

Do zero… para 75 milhões e, agora, para 100 milhões de euros

Por falar em 100 milhões de euros, o autarca fez questão de trazer à memória o que “muitos e sucessivos governos” não conseguiram e que agora este conseguiu: “Nunca tiveram uma visão, uma garantia do financiamento necessário para a reabilitação global ou parcial”.

“Em termos de intenção, programa ou projeto político firme, para reabilitar a Linha do Vouga, começamos a partir do zero”, sublinhou, acrescentando: “No PNI [Programa Nacional de Investimentos] inscreveram-se 75 milhões [fruto de “um trabalho” da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria (AMTSM), Área Metropolitana do Porto e Governo]” “e há agora um projeto que tem um financiamento inscrito de 100 milhões”.

Em resposta à pergunta de Susana Lamas, Jorge Sequeira defendeu que “o foco continua a ser o acesso ao Porto”, mas não nega que se a linha ferroviária “puder ser reabilitada na sua totalidade [conforme foi anunciado pelo Governo] é melhor para todos”. “É melhor”, por exemplo, para os sanjoanenses a estudarem em Aveiro e, também segundo o edil, “até pode garantir muitas mais visitas de pessoas de Aveiro ao Centro de Arte Oliva, Museu da Chapelaria, Museu do Calçado, à nossa restauração e ao nosso Turismo [Industrial]”.

Para o líder do Município, “não devemos estar contra a reabilitação na sua totalidade”. Pelo contrário. “Devemos nos bater pela reabilitação [total], por aumentar a velocidade e por garantir um interface à Linha do Norte”.

Há todo um “trabalho político, trabalho técnico, que está a ser feito” “em sintonia com a AMP”, sendo certo que, conforme garantiu, “ninguém aqui está com a perspetiva de se querer gabar, porque fez isto ou aquilo, ou tirar dividendos políticos”. Em seu entender, este é um projeto pluripartidário e está a ser assumido assim”.

De qualquer modo, Jorge Sequeira não deixou de dizer que, “como socialista, fico muito satisfeito por ser com um governo socialista que essas garantias estão a ser dadas” e pela “coincidência histórica” de o presidente da AMTSM, o ministro das Infraestruturas e o presidente da CP – Comboios de Portugal serem de S. João da Madeira. Aliás, “fico muito satisfeito pelo facto de o PSD ter valorizado isso nesta assembleia”, “atirou”.

CDU congratula-se com “decisão do Governo”

Ainda no PAOD e a propósito deste assunto, Jorge Cortez lembrou que “a CDU sempre defendeu, mais ou menos desde 2005, com iniciativas próprias até na Assembleia Municipal, a renovação da Linha em toda a sua extensão”. “E, portanto, congratulamo-nos com esta decisão do Governo”, rematou o deputado da Coligação Democrática Unitária.

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