“Se os resultados forem bons poderemos ter um bom ano porque as pessoas têm necessidade de viajar”, presumiu José Roque, dono da Roquetur, ao labor

A Agência Roquetur – Viagens e Turismo foi criada em 1998 e atualmente tem uma loja em S. João da Madeira.

O“ano 2020 estava a começar com uma expectativa muito elevada, que já vinha de novembro de 2019,” e as “muitas reservas já efetuadas para o verão de 2020, desde junho a setembro de 2020,” indicavam que este seria “um excelente ano”, relembrou José Roque. “Desde março tudo desmoronou e parou mesmo. Neste momento estamos abertos em part-time, mas apenas para resolver problemas dos nossos clientes, o que não se traduz em vendas”, revelou o dono da agência de viagens ao labor.

Com a pandemia veio a paragem de reservas e consequentemente a ausência de receitas. “Qualquer agência que não estivesse minimamente segura com um fundo de maneio médio/alto não tem muitas hipóteses de sobreviver, visto que as receitas são nulas com custos mensais que se mantiveram e temos que suportar para manter o negócio ativo”, deu a conhecer José Roque, prevendo que a recuperação do setor acontecerá “só a partir de 2022” uma vez que “alguma atividade em 2021 será para repor os serviços em falta aos nossos clientes e algumas vendas”.

Uma das formas da empresa compensar a quebra de receita foi com a ativação do lay-off, do qual usufruiu a 100% até maio e continua a usufruir a 50% até ao fim do ano. Entretanto também teve de “reduzir em tudo que não era essencial” e “negociar com alguns fornecedores valores”, contou o empresário.

Ao longo destes meses a vontade de viajar sempre existiu nos clientes, mas a incerteza falou mais alto. “No início alguns clientes ainda pensavam em viajar, mas com o decorrer dos acontecimentos desistiram de tudo, adiando as férias e viagens em lazer para quando tudo estiver minimamente a funcionar e em segurança”, explicou José Roque, esclarecendo que embora tenham “alguns clientes que viajam em lazer e em negócios” dizem respeito a “um número reduzido, pois apenas procuram o essencial”.

Reservas para Natal e Ano Novo “quase nulas”

As reservas de viagens para o Natal e o Ano Novo são “quase nulas”. “Na realidade não temos qualquer perspetiva para estas datas devido às restrições que o país atravessa assim como as saídas para o exterior”, confessou o empresário, assumindo que esta altura por si só não era a melhor para a agência. “No mês de dezembro não éramos muito fortes em vendas porque o nosso típico cliente é mais forte em férias e viagens de lazer no verão e durante o ano” do que “no Natal e fim de ano”, alturas em que “tínhamos alguma procura, principalmente para Portugal”.

As expectativas para 2021 são “pouco animadoras em comparação com 2019. No entanto, tudo dependerá da evolução da vacina e suas consequências. Se os resultados forem bons poderemos ter um bom ano porque as pessoas têm necessidade de viajar, de se divertir e de sair do confinamento a que todos fomos obrigados”, presumiu o empresário ao labor.

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