Vamos ter pagamento eletrónico e um novo parque à superfície

O projeto de concessão do estacionamento (à superfície e subterrâneo) e da reabilitação urbana da Rua Padre Oliveira está concluído. Agora, o processo passa por “revogar os atuais contratos de gestão dos parques de estacionamento (subterrâneo) para que o Município retome a plena posse desses parques e os integre numa nova solução” que “envolve a modernização do serviço com soluções de pagamento eletrónico, típicas de smart cities, e a construção de um parque de estacionamento (à superfície) na Rua Padre Oliveira”, deu a conhecer o presidente da câmara, revelando uma novidade sobre este dossier. Anteriormente estava apenas prevista a construção de um parque de estacionamento à superfície entre as ruas Padre Oliveira e Júlio Dinis, com cerca de 90 lugares. Atualmente, para além do parque de estacionamento, que será propriedade do Município, está definida a construção de um projeto imobiliário que contempla habitação e serviços. O objetivo é “reestruturar urbanisticamente aquela rua central, atrair mais habitantes e mais comércios para o nosso centro cívico”, afirmou Jorge Sequeira, ressalvando que esta é “uma solução que está estudada, está nos documentos e fica para estudo de todos os vereadores”. O assunto deverá ser agendado para as primeiras reuniões de câmara e assembleia municipal do próximo ano. O presidente da câmara salientou que este é “um passo muito importante e esperemos que no início do próximo ano a assembleia municipal possa vir a aprovar este documento e a lançar este procedimento muito importante para a gestão do estacionamento à superfície e subterrâneo da nossa cidade e para esta operação de reabilitação urbana”.

“Falta de elegância”

O ESPAÇO VERDE DIZ RESPEITO AO TERRENO, ENTRE AS RUAS PADRE OLIVEIRA E JÚLIO DINIS, ONDE VAI SER CONSTRUÍDO O NOVO PARQUE DE ESTACIONAMENTO À SUPERFÍCIE E O PROJETO IMOBILIÁRIO

“O assunto não foi agendado para esta reunião para poder ser objeto de estudo e de análise por todos”, disse Jorge Sequeira, durante a última reunião de câmara do ano realizada no dia 22 de dezembro por videoconferência, depois de dar a conhecer que os documentos do projeto de concessão do estacionamento e da reabilitação da Rua Padre Oliveira já foram entregues aos vereadores da oposição (coligação PSD/CDS-PP) pelo executivo socialista. Um anúncio que não caiu bem a Paulo Cavaleiro. O vereador da oposição acusou o presidente da câmara de “falta de elegância” por enviar documentos para estudo e depois apresentá-los durante o período de antes da ordem do dia da reunião. “Eu sei que isto é muito interessante para dar notícias, mas há aqui uma questão de princípios que têm de ser cuidados porque não vou comentar um documento que não está agendado para esta reunião”, disse o vereador da oposição, remetendo comentários para quando o assunto estiver agendado.

“Há pouca coerência”

O assunto podia ter ficado por aqui, mas gerou uma azeda troca de palavras entre o executivo e a oposição. Depois de Paulo Cavaleiro ter acusado Jorge Sequeira de ser deselegante por apresentar um ponto que não estava agendado e que ainda ia ser estudado pela coligação PSD/CDS-PP, o vice-presidente contra-atacou o vereador da oposição por fazer algo semelhante. “Não deixo de ficar surpreendido com o início da sua intervenção. Parece-me que há pouca coerência no reparo que fez. Critica o presidente por apresentar uma proposta que não está na ordem de trabalhos e que só virá na próxima reunião de câmara, quando no momento logo a seguir o senhor vereador Paulo Cavaleiro fala numa proposta que irá apresentar na próxima reunião (ler notícia sobre criação de comissão de acompanhamento da Linha do Vouga)”, criticou José Nuno Vieira. “Este é um órgão livre” em que “cada pessoa fala do que entende e ninguém se deve sentir condicionado por querer falar dos assuntos que estão ou não agendados”, disse Jorge Sequeira, continuando: “a tese de que o presidente da câmara não pode fazer intervenções políticas sem ter agendados os documentos é uma tese que não conheço em nenhum país livre, democrático e maduro”. Por sua vez, Paulo Cavaleiro considerou que os assuntos comparados são diferentes. Enquanto a sua proposta é um assunto simples, o projeto do estacionamento é complexo.

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