Mais 1.159 do que as protocoladas com a Segurança Social

 

A cantina social da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira tinha previsto servir 1.440 refeições protocoladas com a Segurança Social ao longo do mês de novembro. O número de refeições servidas acabou por atingir as 2.599, ou seja, mais 1.159 do que as que estavam previstas. Por essa razão, a Santa Casa pediu a atribuição de um subsídio de 2.897,50 euros, no mesmo valor praticado pelo Estado, que é de 2,50 euros por cada refeição, equivalente ao número de refeições extra servidas. Esta é uma prática recorrente ao longo do mandato, mas a oposição insistiu que este tipo de projeto devia voltar a ser mais apoiado pelo Governo.

“Muitas destas pessoas nunca tiveram necessidade de pedir ajuda alimentar”, mas agora fazem-no por “desespero” e por viverem “uma pobreza envergonhada e escondida”

O aumento do número de refeições servidas extra protocolo não se verificou apenas em novembro, mas ao longo de todo o ano. De janeiro a abril a Santa Casa da Misericórdia serviu mais 2.866 refeições do que as previstas no protocolo com a Segurança Social. Uma tendência que se manteve nos trimestres seguintes. De maio a julho, o número de refeições extra atingiu as 2.841 e de agosto a outubro chegou às 3.500, apurou o labor junto da Santa Casa da Misericórdia. O aumento do número de refeições extra é “trágico” e o reflexo do “contexto pandémico” que provocou “a redução ou o encerramento de atividades económicas” e afetou muitas famílias, confirmou Vítor Gonçalves, diretor de serviços da Misericórdia, revelando que “muitas destas pessoas nunca tiveram necessidade de pedir ajuda alimentar”, mas agora fazem-no por “desespero” e por viverem “uma pobreza envergonhada e escondida”.

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