A Associação Comercial e Industrial de S. João da Madeira vai criar uma plataforma de venda online dos produtos de comércios de rua. Para tal contará com o apoio da câmara municipal, de quem receberá um subsídio de 21 mil euros para levar a cabo todo o processo de aquisição, promoção e gestão do serviço.

“Eu disse na primeira reunião que confiávamos muito na capacidade da associação para selecionar as medidas mais eficientes e eficazes porque está no terreno e conhece as dificuldades”, afirmou o presidente durante a aprovação de um novo pacote de medidas de apoio ao comércio e à indústria na reunião de câmara realizada no dia 22 de dezembro (ler texto nesta página). Ao que tudo indica “a plataforma tem um grande potencial para apoiar o comércio de rua” que “tem de ser uma preocupação de todos nós”, assumiu Jorge Sequeira.

“Este serviço que os CTT apresentam passa pela disponibilização de um novo canal de venda online destinado ao comércio de rua. Portanto, uma solução tecnológica que reúne num único local os comerciantes, os seus respetivos produtos e inclui entregas no próprio dia ou seguinte mediante o peso da encomenda”, adiantou o presidente da associação, Paulo Barreira, ao labor, considerando esta como “uma boa solução para quebrar a resistência do comércio de proximidade em aderir ao e-commerce”.

Para o início do ano estão previstas novidades em relação ao processo negocial da plataforma entre os CTT e a Associação Comercial e Industrial, para que esta última possa oficializar aquela que considera ser “uma revolução online” do comércio de rua, admitiu Paulo Barreira, adiantando que estão a “estudar a possibilidade de adesão gratuita” à plataforma por parte dos comerciantes.

O vereador da oposição também partilha da opinião de que “a plataforma tem muito potencial porque alia a loja online à entrega” e a sua “afinação” será feita “em função da realidade de cada território”. Esta é “uma boa solução não só em tempos de pandemia, mas também em tempos regulares, digamos assim, porque é uma ferramenta que coloca os nossos comerciantes no mercado global”, considerou Paulo Cavaleiro, constatando que “o nosso comércio tem de ser gerido de forma profissional para conseguir competir com outras realidades”.

Recorde-se que a proposta de criação desta plataforma constava nas sugestões de apoio ao comércio e à indústria apresentadas pela associação e pela coligação PSD/CDS-PP ao Município.

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