Os castanheiros do nosso souto

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Trepei aos ombros dos montes,
Onde um olhar de revista
Verteu seus olhos, as fontes,
Que inundaram os vales à vista.

Lágrimas soltas da beleza,
De um mundo a desaparecer
Tal a nossa vil tristeza,
Do que estará a acontecer!

Com o mundo antigo de avós,
Que nos contavam histórias
De quando em grupos ou sós,
Bebíamos suas memórias.

No lugar das clareiras,
Entre as matas do castanho,
Onde todas as canseiras
Repousavam do gadanho…

Só! Soutos de nome, agora,
Sem vida, só terra estranha,
Onde se chora hora a hora
Pois já não se ouve a castanha.

Saudades deles, de quando
A nossa visita à origem,
De onde nasceu, e brincando,
Quem era menino virgem!

Flores Santos Leite
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