Aplicação deverá entrar em funcionamento “até ao final deste mês”

Para Paulo Barreira “é uma excelente notícia para a Associação Comercial e Industrial de S. João da Madeira [ACIsjm]” a oficialização da parceria entre os CTT, a associação a que preside e o Município tendo em vista a implementação do serviço CTT Comércio Local no concelho. Ainda mais estando o país prestes a iniciar um novo confinamento devido ao agravamento da pandemia.

Trata-se – segundo nota de imprensa enviada pelos CTT ao labor – de um serviço digital que permite que os pequenos comerciantes, que tradicionalmente têm apenas atividade de comercialização física, passem a ter uma plataforma eletrónica onde podem vender os seus produtos, neste caso uma aplicação, gerando negócio de comércio eletrónico.

Desta forma, os comerciantes locais podem expor e escoar os seus produtos online. Por sua vez, o consumidor poderá, através do telemóvel e tendo em conta a sua localização, ver que comerciantes estão presentes na aplicação, entrar em cada uma das lojas, efetuar as compras e pagar através de MB Way, cartão de crédito ou cartão de débito.

Contrato será assinado ainda “esta semana”

O presidente da ACIsjm adiantou ao nosso jornal que, em princípio, o contrato será assinado ainda “esta semana” e que depois disso “vamos para a rua angariar o mais rapidamente possível aderentes”. Aliás, a Associação Comercial e Industrial vai ter “uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro só nisto”.

“Numa fase inicial, a aplicação terá capacidade para 150 comércios, que poderá aumentar consoante a adesão”, disse Paulo Barreira, prevendo que a aplicação poderá entrar em funcionamento “até ao final deste mês”.

E por falar em adesão, “os primeiros 150 [estabelecimentos comerciais] aderentes têm adesão gratuita, com validade de um ano”, chamou à atenção.

“Uma oportunidade a não desperdiçar”

Esta parceria, no entender do líder associativo, “vai ao encontro das necessidades de adaptabilidade do comércio local ao e-commercee ajuda a quebrar uma certa resistência dos comerciantes mais tradicionais”.

De acordo com Paulo Barreira, esta é “uma oportunidade a não desperdiçar para quem pretende ter um complemento ao espaço físico a um baixo custo”.

Em declarações ao labor, o responsável recordou ainda o subsídio no valor de 21 mil euros que a câmara atribuiu para levar a cabo todo o processo de aquisição, promoção e gestão do serviço. Apoio que surge na sequência “de um conjunto de sugestões que apresentámos em novembro de 2020” e para o qual a autarquia “teve abertura no quadro de medidas [de apoio ao comércio] que assinalou como prioridades”.

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