Hospital da Feira “está com uma capacidade de utilização de 100%”, havendo já doentes “a serem transferidos para unidades privadas e para o Hospital Militar do Porto”, alerta Jorge Sequeira

 

“A situação que atravessamos é especialmente grave”, “S. João da Madeira continua a ser um concelho de risco muito elevado”, “os casos aumentam de dia para dia e é por isso necessário estancar a progressão da Covid”, afirmou o presidente da câmara, Jorge Sequeira, através de mensagem gravada e divulgada nos meios digitais municipais, depois de ter reunido esta segunda-feira com a subcomissão da proteção civil de S. João da Madeira para analisar a situação da Covid-19 na cidade, na região e no país.

“A pressão sobre o Hospital de S. Sebastião é tremenda. A sua capacidade instalada está praticamente esgotada. Não podemos por isso correr o risco de permitir que algum doente fique sem assistência. Esta é a hora de tudo fazermos para parar a progressão da epidemia com vista a proteger a vida e a saúde cada um de nós”, alertou Jorge Sequeira, reforçando a ideia nesta última reunião de câmara, novamente, realizada por videoconferência.

Em sede de executivo municipal, o autarca apelou, uma vez mais, ao cumprimento do dever de recolhimento obrigatório. Dever que, em seu entender, “tem de ser sentido e percecionado por todos, visto que o ‘S. Sebastião’ está com uma capacidade de utilização de 100% e já temos muitos doentes com Covid a serem transferidos para unidades privadas e para o Hospital Militar do Porto”.

“Neste momento, temos nove sanjoanenses com Covid internados no Hospital de S. Sebastião”, avançou Jorge Sequeira, acrescentando que “a pressão do hospital é fortíssima”, assim como a do Serviço Nacional de Saúde em todo o país.

Conforme o labor apurou junto do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga já à margem da reunião de câmara, um dos nove doentes Covid sanjoanenses está internado em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Parques, Instalações Desportivas e Cemitérios encerrados

No primeiro despacho do ano, o presidente da câmara decretou o encerramento dos parques municipais, das instalações desportivas municipais, incluindo o Parque Radical e os campos de ténis, e dos cemitérios e das casas mortuárias, exceto para funerais e velórios. Para além do cônjuge ou unido de facto, ascendentes, descendentes, parentes ou afins do falecido, a participação em funerais e velórios fica limitada ao número máximo de cinco pessoas que.

“Não é agradável encerrar os parques, os cemitérios e alguns equipamentos desportivos, mas neste momento temos de ter bem presentes as prioridades da nossa ação e a prioridade deve ser a proteção da saúde pública”, defendeu Jorge Sequeira, justificando, desta forma, o “conjunto de medidas de caráter local que visam tornar efetivo o dever de recolhimento obrigatório” aprovado unanimemente pela subcomissão de proteção civil.

O presidente da câmara apelou ainda ao cumprimento das regras de higiene e de segurança obrigatórias para combater a pandemia.

 

128 Doentes Covid hospitalizados   

21 dos quais em UCI 

António Abrantes

Até ao fecho da presente edição eram, no total, 128 os doentes Covid-19 internados no Hospital de S. Sebastião, 21 dos quais em unidades de cuidados intensivos (UCI), adiantou ao nosso jornal fonte do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV), dando nota ainda que, destes 128, nove são de S. João da Madeira e que um se encontra em UCI.

Ao labor, a mesma fonte referiu que “a taxa de ocupação das vagas de internamento em cuidados intensivos tem estado sempre entre os 90 e os 100%”. Situação que é idêntica à das enfermarias e que “deve levar a que todos façamos uma reflexão quanto à atitude cívica a tomar: a única que é responsável é cumprir com as orientações de confinamento e de respeito pelas regras básicas do uso de máscara, distanciamento social e higiene de mãos. Se todos cumprirem, os riscos diminuem drasticamente e conseguiremos poupar mortes evitáveis”.

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