Presidenciais? O voto é na Marisa, pois claro!

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As eleições presidenciais não são uma mera formalidade, um pró-forma; não são um passeio rotineiro ou costumeiro com fim marcado e resultado esperado. As eleições presidenciais, principalmente as do próximo dia 24 de janeiro, são muito mais do que isso. Está muito mais em jogo.

Vivemos o décimo mês de uma pandemia que parece que já se arrasta há um século. Neste período descobrimos que a saúde é um bem mais precioso do que muitas vezes julgamos ser, que a solidariedade social é fundamental (principalmente em tempos de crise) e que direitos essenciais como o direito ao trabalho e à habitação têm de ser mais protegidos do que nunca.

Precisamos, por isso, de um presidente – melhor dizendo: de uma presidente! – que se comprometa com estes valores: proteger e reforçar o Serviço Nacional de Saúde, apoiar a criação de um Estado mais social e mais solidário, defender os direitos constitucionais ao trabalho e à habitação, sem nunca ceder a lóbis, negociatas ou interesses privados.

Essa candidata – essa presidente – é a Marisa, Marisa Matias. Não foi nem será Marcelo Rebelo de Sousa.

Não podemos esquecer que Marcelo Rebelo de Sousa é o mesmo que ameaçou vetar a nova Lei de Bases da Saúde, que pressionou até ao limite a manutenção das PPP que tanto tiram ao SNS e que (em conjunto com o Governo) tem recusado a requisição civil do setor privado.

Marcelo Rebelo de Sousa é o mesmo que em cinco anos de mandato, com tanta selfie e abraço distribuído, nunca encontrou tempo para apoiar as trabalhadoras da Triumph que estiveram semanas à porta da fábrica, a corticeira Cristina Tavares, vítima de despedimento ilegal e de assédio moral, ou os milhares de temporários e precários que foram despedidos nos primeiros dias da pandemia.

É o mesmo Marcelo Rebelo de Sousa que vetou uma lei sobre direito de preferência à habitação. Com esse veto favoreceu a Fidelidade (a seguradora dona destas casas) e potenciou os despejos de muitas famílias que deixaram de poder acionar o direito de preferência.

O país não precisa de quem potencia despejos para proteger os interesses de uma seguradora, de quem imponha as PPP para favorecer os grupos económicos da saúde ou de quem nunca tem uma palavra para os trabalhadores porque está sempre do lado do patrão. O país precisa de quem tem coragem de desafiar os interesses instalados para defender a saúde, o trabalho, a habitação. Essa pessoa é Marisa Matias.

Estas presidenciais representam ainda mais do que tudo isto. Nestas eleições há um candidato de extrema-direita que quer cortar os apoios sociais aos mais pobres e reduzir os impostos sobre os muito ricos. É um candidato racista, que quer exercer a violência sobre minorias étnicas; é um candidato machista, que a todo o momento exerce a violência verbal sobre as mulheres.

Marisa Matias foi e é a candidata que o confronta, que o derrota. Ao insulto machista, Marisa Matias respondeu com uma enorme onda de solidariedade que colocou André Ventura a um canto. De tão amedrontado que ficou, nem sequer compareceu ao último debate da campanha.

Precisamos de uma Presidente assim: que garanta a saúde, a habitação, o trabalho, a solidariedade social e que não dê qualquer oportunidade ao projeto da extrema-direita.

Por isso é que dia 24, próximo domingo, o voto é na Marisa!

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