Resposta curta :

A decadência económica

Resposta longa :

A estagnação de uma cidade deve-se ao desequilíbrio das actividades económicas que a sustentam.

Por exemplo, numa cidade pequena, se um conjunto de empresas entrar em declínio, ou não surgirem outras que as substituam, as pessoas tendem a procurar emprego noutras cidades, ou lugares, com melhores perspectivas de futuro. Depois da mudança de local de trabalho eventualmente trocam de residência. Isso provoca a agonia lenta de uma cidade. E caso não se proporcione diversidade de trabalho, as gerações mais novas apostarão noutros destinos. Digamos que partem para “outra”.

Isso é um dos dramas das cidades que não conseguem proporcionar trabalho diversificado, alicerçado na iniciativa privada. Porque não pode ser sempre o mesmo tipo de emprego.

Para contrariar esta tendência é preciso planear a longo prazo com espírito de continuidade, de forma persistente, para que se incentive novos investimentos vindos do exterior. Estes criarão postos de trabalho e criarão crescimento económico para a cidade e sua população.

Para tal acontecer é preciso planear e executar zonas industriais atrativas, com dimensão adequada a médias e grandes empresas.

Porque para pequenas empresas já existem espaços urbanos disponíveis.

É preciso depois haver regras claras, não burocráticas, para que não haja especulação com esses lotes industriais. Isto significa que terão de existir mecanismos que obriguem os industriais a fazerem os seus investimentos num determinado período de tempo. Isso é feito com frequência em países estrangeiros.

Feira, Estarreja e mesmo Vale de Cambra, têm feito progressos enormes nesse sentido nos últimos 10 anos.

Para tudo isso acontecer é preciso que o Concelho também seja aliciante tanto a nível fiscal, como urbano ou logístico.

O mito de que uma cidade vive ou é vocacionada para “serviços “ é uma ilusão que não traz grande bem para a população. Assim se pensou durante tempos relativamente a S. João da Madeira. E muitos serviços acabaram por ser deslocalizados para a Feira.

As vias de comunicação para o exterior são também da maior importância uma vez que as cidades do litoral do País foram há muito “abençoadas“ por auto-estradas a serem pagas até aos nossos netos!

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