Por isso “tenho dificuldade em ver fronteiras artificiais entre concelhos”, disse Martinho Oliveira, diretor da ESAN, ao labor

A construção de um novo campus da Universidade de Aveiro (UA) no concelho vizinho de Oliveira de Azeméis (OAZ) foi um dos temas abordados por Paulo Cavaleiro na última reunião de câmara.

Este investimento foi apresentado como a resposta necessária às crescentes solicitações do tecido empresarial ao atual polo da UA em OAZ – a Escola Superior Aveiro Norte (ESAN) – que se revela insuficiente para as necessidades presentes. O novo campus tem um orçamento de 50 milhões de euros, é constituído por 10 edifícios e será submetido a uma candidatura no âmbito dos fundos comunitários 2030.

Não temos nada contra o crescimento do Ensino Superior em OAZ e no nosso distrito. Temos uma parceria com a UA na Sanjotec, que é sócia-fundadora, integra a direção e com quem articulamos muitos programas”, reagiu o presidente da câmara sanjoanense. Ao longo da sua intervenção, Jorge Sequeira destacou ainda que a parceria que o Município sanjoanense tem com a UA é “muito estreita” e que inclusive já esteve acompanhado de Irene Guimarães, vereadora da Educação, “em mais do que uma reunião com o reitor da UA para falar sobre a Sanjotec e as colaborações que um dia podemos perspetivar a outros níveis”.

O que vai acontecer é que não é só uma ampliação da universidade com campus, vai ter uma fábrica do futuro e um espaço de incubação, de start ups e grow ups. Um bocado o que já temos na Sanjotec. Tínhamos todos a ganhar se este projeto pudesse ser numa lógica para os dois concelhos (entenda-se S. João da Madeira e OAZ) com a repartição dos equipamentos por ambos”, considerou o vereador da oposição, defendendo que “devíamos ter um complemento e não concorrência”.

Este é “um projeto da região e do país”, por isso “tenho dificuldade em ver fronteiras artificiais entre concelhos”, disse Martinho Oliveira, diretor da ESAN, em declarações exclusivas ao labor.

Ao nosso jornal, o também professor explicou que o projeto tem “uma componente social associada aos alunos e à internacionalização, uma fábrica do futuro que se prende com um espaço para testar e desenvolver novas soluções para a indústria de futuro e um berçário de ideias que caso tenham capacidade de materializar-se em empresas terão de migrar para incubadoras de empresas como a Sanjotec”.

Na última reunião de câmara, Paulo Cavaleiro lamentou ainda que neste mandato não tenha avançado a construção de algum dos “vários edifícios pensados” para este equipamento. “Não desistimos, estamos a trabalhar e o que é preciso é financiamento para a ampliação da Sanjotec 3 no próximo quadro de apoio”, assegurou o autarca.

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