Com o cancelamento das competições na época passada a Sanjoanense garantiu o apuramento para a próxima edição da Taça World Skate Europe (WSE). A atual temporada foi preparada com isso em mente, mas este mês o clube alvinegro optou, tal como grande parte das equipas, por abdicar da presença nesta competição europeia. “Tínhamos de formalizar a inscrição até 15 de janeiro, mas não estamos numa altura para participarmos neste tipo de competição quando há outras prioridades. Neste momento o clube atravessa uma situação financeira complicada porque, devido ao contexto em que nos encontrámos, não há patrocínios. Por muito que nos custe, tivemos de ser realistas e abdicar da presença nesta prova”, explica Pedro Ribeiro, responsável pela secção de hóquei em patins da Sanjoanense.

Das 23 equipas inicialmente previstas a prova está reduzida a apenas sete clubes, quatro espanhóis (Calafell, Girona, Igualada e Lleida), dois italianos (Caldes e Sarzana) e um português, o Riba d’Ave, número que para Pedro Ribeiro “desvirtua o conceito de uma competição internacional”. “Querem que se realize a toda a força e mais parece um torneio. Mais valia chamarem-lhe outra coisa”, justifica o dirigente, que apesar de reconhecer que esta era uma excelente oportunidade para a Sanjoanense regressar aos palcos europeus quase 30 anos depois, assegura que “é a decisão mais sensata”. “Não podemos hipotecar o futuro do clube. Os orçamentos foram feitos para o momento que se vivia na altura, quando se pensava que em setembro ou outubro tudo estaria minimamente resolvido. Se na altura estivéssemos a passar por esta situação se calhar nem se tinha inscrito a equipa na 1.ª Divisão, porque o fardo está a ficar muito pesado”, explica Pedro Ribeiro.

Reabilitação do pavilhão é prioridade

E nem o apoio que havia sido aprovado pela Câmara Municipal de S. João da Madeira fez o dirigente mudar de ideias, sublinhando que “é preferível que a autarquia utilize essa verba para ajudar o clube noutras situações, como a reabilitação do pavilhão”, que, de acordo com o dirigente, apresenta “problemas graves”. “É uma situação que ainda não foi falada com a autarquia, mas esperamos que haja bom senso e que nos ajude na realização de algumas obras”, refere, sublinhando que ao longo dos últimos anos o clube tem-se candidatado ao Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas, mas, até agora, sem sucesso. “Já o fazemos há dois ou três anos, mas nunca nos calha a nós”, frisa.

De facto, a humidade excessiva resultante da chuva dos últimos dias tem condicionado a utilização do pavilhão, tendo levado ao adiamento, por duas vezes, do jogo com o Valongo (o último estava previsto para ontem) e à mudança, à última hora, do encontro com o OC Barcelos, que acabou por decorrer em Oliveira de Azeméis. “Além do problema da Covid-19 agora temos também o do pavilhão. É a primeira vez que isto me acontece em sete anos”, desabafa Pedro Ribeiro, assegurando ser urgente a requalificação daquele espaço. “Por muito que nos custe, e eu gosto muito do nosso pavilhão, mas quem quiser estar numa 1.ª Divisão tem de ter outras estruturas. Temos de nos atualizar”, admite o dirigente, que explica que a “prioridade passa pela cobertura.” “Não deixa entrar água, mas tem uma abertura junto ao telhado, ao longo das bancadas, por onde entra muita humidade”, explica Pedro Ribeiro, para quem o Pavilhão das Travessas “não é opção”. “É um excelente recinto para treinos, nada mais do que isso. Atualmente não tem as condições necessárias para o hóquei em patins jogar e seria necessário um investimento muito grande para as criar.”

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