Prevista para a primeira reunião de câmara do ano, a proposta de criação de uma comissão de acompanhamento da reabilitação da Linha do Vouga só foi apresentada pela coligação PSD/CDS-PP e, posteriormente, aprovada por unanimidade esta última terça-feira. Paulo Cavaleiro, aliás, acabou por reconhecer que “este assunto está ligeiramente atrasado para aquilo que pretendíamos”. Mas mesmo assim, em seu entender, “ainda há tempo de acompanhar e de dar a atenção que nos merece”.
A oposição fez esta sugestão por considerar que “é por demais evidente que há uma realidade em termos de soluções de mobilidade a Norte e a Sul do Porto, dentro da AMP [Área Metropolitana do Porto], que precisa de ser mais equilibrada”. E nesse sentido é necessário “investimento real na nossa região, no sul da AMP, e uma dessas oportunidades de equilíbrio é o investimento na Linha do Vouga, que pode ser considerado e transformado no nosso ‘Metro’”.
De acordo com o vereador da oposição, “é preciso consenso político” para que, “pelo menos, na próxima década, este projeto pudesse ter a sua concretização (…), para que possamos entrar em S. João da Madeira e sair no Porto”.
Esta comissão de acompanhamento será constituída pelo presidente do Município, um representante da oposição na câmara, um representante de cada partido eleito na
Assembleia Municipal, a presidente da junta de freguesia e um representante de cada partido eleito na Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral de Aveiro, que não esteja já representado nos órgãos municipais. A primeira reunião, dirigida por Jorge Sequeira, realiza-se ainda este mês, como avançou o próprio edil.
Jorge Sequeira votou favoravelmente esta proposta por dizer respeito ao “mais
importante” “projeto para a nossa mobilidade regional” “que temos neste momento”.
Ainda de acordo com o autarca, trata-se de “um dossiê que está a ser gerido, quer seja
na AMP, quer seja na AMTSM [Associação de Municípios das Terras de Santa Maria da Feira]. E na AMP está a ser gerido pelos seis presidentes de câmara, de diferentes forças partidárias, sempre em consenso”.

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