São João da Madeira, que modelo de cidade?

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Na casa defronte de mim e dos meus sonhos,

Que felicidade há sempre!

Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi.

São felizes, porque não são eu.

As crianças, que brincam às sacadas altas,

Vivem entre vasos de flores,

Sem dúvida, eternamente.

As vozes, que sobem do interior do doméstico,

Cantam sempre, sem dúvida.

Sim, devem cantar.

Quando há festa cá fora, há festa lá dentro.

Assim tem que ser onde tudo se ajusta —

O homem à Natureza, porque a cidade é Natureza.

Fernando Pessoa

 

Felicidade Interna Bruta

Felicidade Interna Bruta é um conceito de desenvolvimento social que foi criado por oposição ao de Produto Interno Bruto (PIB). Os elementos usados para calcular o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB) são, essencialmente, a saúde física, a saúde mental, a satisfação no trabalho, a felicidade social, o bem-estar económico e o bem-estar ambiental.

A procura da felicidade é o que motiva o ser humano durante grande parte da sua vida e, quando essa procura é feita no contexto da cidade, é possível identificar quais são as mudanças necessárias para que se torne realidade na vida de cada cidadão. Algumas pessoas tendem a pensar que no mundo moderno a felicidade é uma quimera, algo quase impossível de atingir.

Numa sociedade onde o consumo está cada vez mais presente, muitos tendem a confundir o TER com o SER (SABÓIA, 2009), decorrendo este cenário da formação de uma sociedade consumista que faz depender a qualidade de vida e a felicidade quase exclusivamente do consumo e da satisfação imediata que resulta desse consumo.

Esta reflexão decorre da análise que vou fazendo ao modo de vida dos Sanjoanenses e à forma como a cidade tem sido governada nos últimos anos.

Em ano de eleições parece-me extremamente importante estabelecer as diferenças entre as forças políticas que poderão vir a competir pelos destinos da nossa cidade.

Começo por apontar aquela que, na minha opinião, é uma marca distintiva entre o atual executivo camarário e o anterior e que se prende com o foco nas pessoas e no seu bem-estar.

O atual executivo camarário tem, ao longo do seu mandato, privilegiado as ações que visam melhorar efetivamente a vida dos Sanjoanenses, de todos os sanjoanenses, resistindo à persecução de obras megalómanas que, em alguns casos, podem resultar em “elefantes brancos” com enorme custo para a cidade, mas sem particular impacto na vida dos cidadãos.

Se no anterior executivo não existia um plano estratégico global, tendo a cidade sido governada por uma espécie de “navegação à vista”, muito dependente do estado de alma dos próprios, cedo se percebeu que no caso do atual executivo existe no plano social em vista uma estratégia desenhada com o objetivo claro de melhorar as condições de vida dos seus cidadãos.

Quando se elege um presidente de câmara há que ter em conta o seu perfil, a sua história de vida, o seu currículo e, até, a pessoa que é. Este é um critério fundamental no momento em que temos que escolher uma nova administração e um novo projeto para a nossa cidade.

Se estivermos perante um candidato com provas dadas na área da ação social, com sensibilidade para a causa pública e para o bem-estar dos seus concidadãos, teremos uma administração voltada para as pessoas e para as suas necessidades próprias.

Se, por outro lado, estivermos perante um candidato (ainda que de maior notoriedade pública) que traz debaixo do braço uma agenda própria de autopromoção, mais preocupado em fazer obras para satisfazer egos do que promover o bem comum, então teremos uma administração voltada para o “espetáculo e para a fachada”.

A título de exemplo, aqui ficam, entre tantas outras possíveis, ações levadas a cabo pelo atual executivo PS, que visaram melhorar a qualidade de vida da nossa cidade e o seu Produto Interno de Felicidade (percebendo-se por estes exemplos aquilo que distancia verdadeiramente este executivo do anterior executivo da coligação PSD/CDS):

1. Habitação: o Município de S. João da Madeira assinou um acordo para apoio a 339 famílias no âmbito do programa 1.º Direito

2. O Município de S. João da Madeira levou a cabo a modernização da rede de abastecimento de água de S. João da Madeira

3. O Município de S. João da Madeira criou o AURORA, uma estrutura de atendimento que assegura o apoio social, psicológico e jurídico a vítimas de violência doméstica e de violência de género.

4. O Município de S. João da Madeira criou o Balcão da Inclusão em articulação com o Instituto Nacional para a Reabilitação.

5. O Município de S. João da Madeira criou a Assembleia Municipal Jovem, onde os mais jovens têm uma palavra a dizer sobre a sua cidade.

6. O Município de S. João da Madeira assinou um contrato coletivo de trabalho com o STAL, visando respeitar e valoriza os trabalhadores e o seu trabalho

Portanto, voltamos ao início: a Felicidade Interna Bruta é resultado direto de uma gestão pública preocupada com a saúde física, a saúde mental, a satisfação no trabalho, a felicidade social, o bem-estar económico e o bem-estar ambiental da sua comunidade.

Assim fazemos cidades mais justas, mais inclusivas… e mais felizes!

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