Vídeo “Last at Home”, da sanjoanense São Castro, vence prémio em Nova York

Projeto foi criado em altura de confinamento

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“Last at home”, um projeto audiovisual inspirado no espetáculo “Last”, da sanjoanense São Castro e António Cabrita, foi o vencedor do mês de fevereiro, na categoria Best Dance Choreography, do New York International Film Awards – NYIFA. Produzido em 2020 pela Companhia Paulo Ribeiro, que tem como diretores artísticos São Castro e António Cabrita, o vídeo foi criado com o intuito de assinalar o Dia Mundial da Dança (29 de abril), numa altura em que o país já se debatia com as consequências e limitações resultantes da pandemia. “O vídeo foi criado e pensado quando surgiu o confinamento no ano passado e que, inevitavelmente, levou à interrupção de muitas atividades que tínhamos programadas, uma delas o espetáculo Last, que estreamos em 2019 e que tem como objetivo homenagear a obra de Beethoven. Surgiu a ideia de lançar um objeto artístico, neste caso videográfico, que fosse feito a partir dessa peça de palco, que se chama Last, mas que respondesse a esse período que estávamos a viver com todas as restrições e medidas implementadas”, explica a sanjoanense São Castro.

De acordo com a diretora artística, os bailarinos – Ana Moreno, Ester Gonçalves, Guilherme Leal, Miguel Santos, Rosana Ribeiro e Laura Abel – “aproveitaram o material coreográfico da peça”, para o implementar nas suas casas numa altura em que o confinamento levou à interrupção da itinerância do espetáculo Last. Tal como na peça, as interpretações no vídeo são acompanhadas pela música de Beethoven, interpretada pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos.

Lançado no Dia Mundial da Dança, numa altura em que o surto de Covid-19 já tinha levado ao confinamento, São Castro garante que, acima de tudo, o projeto audiovisual tinha como objetivo “homenagear a dança e, ao mesmo tempo, dar relevo a todos os artistas e toda a problemática que estavam a viver no momento”.

“Last at home” foi o vencedor de fevereiro do New York International Film Awards, na categoria de Best Dance Choreography, mas em dezembro o projeto já se tinha destacado no Festival InShadow, ao conquistar o primeiro lugar na classe Invisible Shadows, criada precisamente para filmes realizados em contexto de confinamento. “Quando concorremos a perspetivista será sempre de alcançar um bom resultado, mas o de Nova York foi, sem dúvida, uma boa surpresa”, refere São Castro que, face ao momento que se vive, garante que “a palavra de ordem é adaptação”. “Nada ultrapassa o presencial, mas hão havendo outra hipótese vamos recorrendo ao online e aos meios digitais para nos aproximarmos das pessoas”, explica a diretora artística sanjoanense.

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