Em relação aos apoios dados pelos executivos nos últimos anos, o presidente da associação, Carlos Coelho, não poupou nos elogios a uns nem deixou subentendida a crítica a outros 

A assinatura do contrato-programa entre o Município e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira ficou marcada pela oficialização do documento e pelas palavras de Carlos Coelho em relação aos apoios.
O presidente da associação começou por agradecer a Jorge Sequeira “a disponibilidade que sempre demonstrou desde que chegou à câmara para satisfazer um grande anseio nosso que era ter um contrato-programa tal como têm outras instituições de outras áreas da vida da cidade”.
A celebração deste contrato-programa “é muito importante para quem estiver à frente dos bombeiros porque sabe no início de cada ano com o que é que poderá contar para manter esta casa em funcionamento”, continuou Carlos Coelho, assumindo em nome da associação e da corporação de bombeiros que têm de “estar gratos por ao fim de vários anos a tentar foi-nos, na pessoa deste presidente Jorge Sequeira, aberta a possibilidade de conseguir atingir este objetivo”. Como “nos últimos anos as despesas fixas têm aumentado muito e as receitas, infelizmente, têm vindo a diminuir”, torna-se “muito importante os apoios
da câmara municipal para que se possa fazer este serviço comunitário, imprescindível, insubstituível que os bombeiros fazem à cidade”, assumiu o presidente da associação.
Neste momento, este é “o acordo possível, gostaríamos que fosse mais, mas compreendemos que a câmara não pode dar um salto maior que a perna”, disse Carlos Coelho.
Em relação aos apoios dados pelos executivos camarários nos últimos anos, o presidente da associação não poupou nos elogios a uns (CDS-PP e PS) nem deixou subentendida a crítica a outros (PSD e coligação PSD/CDS-PP). “Tenho que realçar aqui alto e bom som que depois de um grande salto que tivemos com o saudoso presidente Manuel Almeida Cambra, atravessámos o deserto durante 20 anos para agora termos de novo um apoio visível, importante e imprescindível para a manutenção desta casa”, salientou Carlos Coelho, agradecendo, novamente, à câmara municipal, em particular ao presidente Jorge Sequeira, pela “abertura e compreensão” que teve para com as necessidades dos bombeiros.

“O que estamos a fazer é apenas cumprir o nosso dever” 

O presidente da câmara destacou a importância do papel que os bombeiros voluntários desempenham na comunidade. “Os bombeiros nunca faltaram aos sanjoanenses, cumpriram sempre as suas missões e são uma peça fundamental para o bem-estar, a segurança e a qualidade de vida da população”, afirmou Jorge Sequeira.
“O Bombeiro Voluntário no exercício da sua missão, ao invés de outros tipos de voluntariado, incorre em risco de vida”, sendo, por isso, importante, para o presidente da câmara, que este tipo de voluntariado seja “especialmente valorizado” e distinguido dos demais.
A crise pandémica que vivemos no último ano veio demonstrar que “a proteção civil é essencial”. Seja para uma pandemia, um acidente grave ou catástrofe natural, “temos de ter uma resposta preparada”, ou seja, “estes meios têm que existir pelo princípio de prevenção e precaução”, constatou Jorge Sequeira, justificando assim que este tipo de investimento é crucial numa comunidade. “O investimento nos bombeiros é uma das principais missões de uma cidade. Se não existissem bombeiros voluntários,
o Município estava obrigado a criar um corpo de bombeiros sapadores”, recordou o autarca. Tanto com o regulamento municipal de benefícios sociais para os bombeiros, como com o pagamento dos Equipamentos de Proteção Individual e agora com o contrato-programa, “o que estamos a fazer é apenas a cumprir o nosso dever”, indicou Jorge Sequeira.
O presidente da câmara terminou a sua intervenção com um agradecimento aos bombeiros e aos corpos sociais que também são voluntários nesta causa que visa proteger as pessoas e bens ao longo de todo o ano. Este é “um caso notável de amor aos bombeiros e à cidade”, concluiu Jorge Sequeira.

Comandante fez “apelo ao voluntariado nos bombeiros” 

À margem da assinatura do contrato-programa entre o Município e os bombeiros, Normando Oliveira, comandante da corporação sanjoanense, reconheceu o quão o mesmo é “importante” por permitir “estabilidade financeira para aquisição de equipamentos necessários para darmos resposta sempre que somos solicitados”.

Contudo, Normando Oliveira alertou para a necessidade de existir um “caminho paralelo” entre a aquisição de equipamentos e o recrutamento de recursos humanos que permita manter a capacitação e a operação do corpo de bombeiros. Nesse sentido, o comandante fez “um apelo ao voluntariado nos bombeiros”. Uma causa à qual se juntou a voz de Carlos Coelho ao assumir que “o recrutamento de voluntários está a sofrer um revés muito grande, principalmente entre os mais jovens e que isso vai refletir-se no futuro”. “Se não
houver voluntários terão de ser profissionais”, avisou o presidente da associação dos bombeiros.

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