O Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) retomou a normalização da sua atividade assistencial, garantindo um regresso gradual e ordenado à normalidade, e iniciou a recuperação da sua atividade cirúrgica, aquela que foi mais afetada pela pandemia.

Até ao momento já foram realizadas cerca de 86% do total de cirurgias canceladas por força da pandemia de Covid-19.

Das 1.940 cirurgias que tiveram de ser canceladas desde março de 2020, o CHEDV já conseguiu realizar 1.667 cirurgias, tendo reagendado as restantes 273, cirurgias não urgentes, para os próximos dois meses. As especialidades mais afetadas foram na cirurgia convencional a Ortopedia e na cirurgia de ambulatório a Oftalmologia.

Mesmo com o reforço e a afetação de recursos para dar resposta aos doentes Covid-19, o CHEDV garantiu sempre a resposta assistencial a doentes com outras patologias, cumprindo os planos cirúrgicos relativos às cirurgias urgentes e oncológicas. No ano de 2020 o CHEDV realizou um total de 13.511 cirurgias, menos 1.232 face a 2019.

No Hospital de S. João da Madeira foram realizadas 5.664 operações em 2020, mais 485 do que as 5.179 registadas em 2019. Apesar da nossa tentativa de obter dados mais concretos sobre as cirurgias efetuadas, o CHEDV não facultou essa informação até ao fecho da nossa edição.

Em nota de imprensa, o centro hospitalar arma que a atividade da Consulta Externa foi menos afetada pela pandemia, tendo inclusivamente havido uma redução da lista de espera para consulta com redução dos tempos de espera.

Neste momento, a lista de espera para consulta, referenciada pelos cuidados de saúde primários tem 5.765 consultas, das quais 89% estão dentro do tempo máximo de resposta garantido, um valor que tem melhorado.

Este regresso à normalidade, é possível graças à diminuição do número de utentes atendidos e internados com Covid-19, possibilitando assim que o CHEDV já se encontre num ritmo de trabalho próximo daquele que se vericava antes da pandemia, o que não invalida que continue disponível e preparado para todos os meios do plano de contingência Covid-19.

“Ao longo do último ano temos vivido grandes desafios para responder às necessidades da população desta região que registaram maior incidência de Covid-19. O esforço de salvar vidas obrigou-nos a concentrar esforços nestes doentes, o que limitou a capacidade de resposta para outros, com maior prejuízo para os que aguardavam cirurgia. Neste momento é hora de recuperar essa atividade e estamos muito empenhados, com os nossos serviços cirúrgicos nesse esforço, acreditando que o conseguiremos fazer até ao final do primeiro semestre deste ano”, armou Miguel Paiva, presidente do conselho de administração do CHEDV, em nota de imprensa enviada ao labor.

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