Sons de silêncio

nas cores perfumadas dos lilases

ao longe o estalar da casca de um pinheiro

na tranquilidade dos guizos do rebanho que pasta.

Cantar da água pela borda fora

entre manchas de mil verdes

na beleza nua da música a preto e branco

em claves de sol e de cor

e de dor de não ser capaz de a tocar…

Um pombo rolo canta e desafia a timidez da poesia.

Abraçar sonhos solitários

quando na boca morre a palavra da cidade metafísica

ou apenas do pequeno recanto

onde vive o perfume de uma rosa

ou o encanto da mariposa de meados de Abril.

Canta solitário o verdilhão

a canção simples da sedução

em voo ondulante cortejando a fêmea

e sem palavras

no mais calado silêncio

nasce no coração da Primavera a poesia.

DR

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