Diga 33

Editorial

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Antes de mais – e em nome da equipa – quero deixar uma nota muito especial para a visita que ontem nos fez o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, conforme está registado na primeira página desta edição. Não foram mais de 10 minutos numa inesperada paragem no seu percurso para Braga, mas foi mais uma prova de grande atenção com que acompanha o que se passa no país profundo. Foi só tempo para uma foto com a equipa e para deixar assinalado no livro de honra do labor uma mensagem de parabéns que publicaremos, com destaque, na próxima edição. Uma honra que nos deixou a todos muito emocionados.

Agora o aniversário. A presente edição sai mesmo no primeiro dia de abril. Se há 33 anos nos dissessem que o labor conseguiria resistir aos escolhos que foi encontrando e chegar à idade com que – dizem – Cristo morreu e ressuscitou, o mais certo seria termos atirado esse prognóstico para o cesto das mentiras. E na altura nem sonhávamos como isso de mentir se transformaria numa coisa tão banal e oficializada pelas redes sociais, retirando o tradicional interesse que tinha o dia das mentiras ou o dia das petas. Já lá vai o tempo em que se aguardava pelo 1 de abril para pregar uma partida ao mais distraído. Nas redes sociais isso faz-se todos os dias a toda a hora! Já não tem, pois, piada nenhuma.

Em jeito de brincadeira séria, quando me confronto com gente que desiste à primeira adversidade, defendo sempre o argumento – cientificamente não validado – de que essas pessoas não são descendentes “dos de 500”. Dos que, mau grado os velhos do restelo e as dificuldades de navegação, conseguiram dar novos mundos ao mundo muito embora mais tarde se tenha percebido que o mundo era só um e já existia antes disso. Talvez seja esse o espírito ajudou o labor a chegar aos 33 anos. E a um aniversário que, tal como o anterior, tem de ser comemorado no meio de uma (sobre)vivência difícil para todos e impossível para muitos, no meio de uma revolução de comportamentos sociais que pode não nos deixar melhor, mas num caminho já encontrado para que, com a determinação dos tais antepassados “de 500”, possamos chegar ao próximo. E ao seguinte. Um de cada vez.

Entretanto, para comemorar estes 33 anos temos uma surpresa para os nossos leitores. Desta edição faz parte integrante o primeiro número do Borda d’Ul, um trabalho executado por três muito engraçados amigos do labor, no início de um projeto que surgirá de quando em vez como os próprios assinalam nessa edição. Permito-me sugerir a todos que não percam uma linha que seja desse trabalho que ficará, creio, como mais uma marca indelével no panorama cultural da nossa cidade.

Por último uma palavra para os nossos amigos assinantes, anunciantes e leitores em geral. Todos sabem bem a gratidão que lhes dedicamos por nos ajudarem a manter vivo este projeto. Mas nunca é demais referi-lo num momento destes com a reafirmação de que estão também a contribuir para o enriquecimento informativo da comunidade de que todos fazemos parte. Pouco mais há a dizer-lhes do que o nosso sincero obrigado de sempre!

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